Foto: DivulgaçãoA história de Juliana Angélica Rosa é daquelas construídas passo a passo. Nascida e criada em Mirandópolis, ela cresceu em uma família ligada ao campo e aprendeu desde cedo a importância do esforço para conquistar seus objetivos. Mãe ainda na adolescência, enfrentou desafios que exigiram maturidade antes do tempo, mas nunca deixou que as dificuldades a impedissem de seguir em frente. Ao longo da vida, Juliana vendeu roupas, maquiagens, bijuterias e buscou diferentes caminhos até encontrar na área da beleza uma profissão que mudaria sua trajetória. Hoje, além de ser reconhecida pelo trabalho com extensão de cílios, celebra o crescimento da Stillo Pink, empreendimento que administra ao lado da filha Estefani, sua parceira de vida e de negócios.Como foi sua infância?Tive uma infância muito feliz. Apesar de morarmos na cidade, sempre tivemos uma ligação muito forte com o sítio da família. Meu pai trabalhava com leite e eu gostava de acompanhá-lo. Casei aos 15 anos e tive minha filha Estefani aos 16. Foi uma responsabilidade muito grande, mas também um período que me fez amadurecer rapidamente. Precisei interromper os estudos por um tempo, mas fiz questão de voltar e concluir. Sempre tive vontade de crescer e construir algo para minha família.Quando o empreendedorismo entrou na sua vida?Acho que sempre esteve presente. Nunca tive vergonha de trabalhar. Quando minha filha era pequena, comecei vendendo roupas em casa. Colocava as peças no muro e no portão para mostrar às pessoas. Aos poucos, aquilo cresceu e consegui abrir minha primeira loja, a Estilo Modas, que fez parte da minha vida por muitos anos.Como surgiu a oportunidade na área da beleza?Depois de encerrar um ciclo com a loja, comecei a vender maquiagens e bijuterias. Em um determinado momento, vi uma propaganda sobre extensão de cílios e aquilo chamou minha atenção. Parecia que o assunto aparecia o tempo todo para mim. Comecei a pesquisar, conversar com Deus e pedir direção para entender se aquele era realmente o caminho.Como foi o início nessa profissão?Foi desafiador. Fiz um curso em São Paulo e voltei cheia de expectativas. Naquela época, muitas pessoas ainda não conheciam o procedimento. Havia dúvidas, receios e até desconfiança. Trabalhei durante meses em um cômodo da minha casa, muitas vezes atendendo por longas horas. Nem todo mundo acreditava que aquilo daria certo, mas eu acreditava. Aos poucos, o trabalho foi sendo reconhecido e as clientes começaram a indicar umas às outras. Ver a felicidade das clientes ao final de cada atendimento me motivava muito.Quando percebeu que era hora de crescer?Chegou um momento em que entendi que precisava de um espaço próprio. Foi assim que abri meu primeiro estúdio. Depois veio um salão maior, onde trabalhei ao lado de outras profissionais. A pandemia trouxe dificuldades e exigiu mudanças de planos, mas também me ensinou a me reinventar mais uma vez.Como surgiu a parceria com sua filha?A Estefani começou me ajudando como secretária, depois fez cursos e passou a atuar comigo. Hoje ela é minha sócia. Tenho muito orgulho da mulher que ela se tornou e costumo dizer que meu maior troféu é vê-la crescendo ao meu lado.Como nasceu a Stillo Pink?A ideia surgiu de forma natural. Começamos colocando algumas peças de roupa dentro do salão e percebemos que as clientes gostavam. Aos poucos, o projeto foi ganhando forma. Foram meses de planejamento, oração e muitas conversas até decidirmos investir de vez. Hoje a loja está crescendo além do que imaginávamos e isso nos deixa muito felizes.Juliana com sua filha e sócia, Estefani. Foto: Acervo PessoalO que sua trajetória te ensinou?Que recomeçar não é sinal de fracasso. Muitas vezes precisei mudar de direção, aprender algo novo e começar do zero. Mas cada etapa trouxe aprendizados importantes. Tudo o que conquistei veio através do trabalho, da persistência e da vontade de fazer acontecer. Não tenha medo de começar. Muitas vezes o maior obstáculo está dentro da nossa própria cabeça. Se eu pudesse deixar uma mensagem, seria para que as pessoas acreditassem mais em si mesmas. É melhor tentar e aprender do que viver pensando no que poderia ter sido.SERVIÇO• Roupas, extensão de cílios e serviços de manicure: Juliana Rosa e Estefani Alencar• Endereço: Rua João Domingues de Souza, nº 82 – Centro, Mirandópolis• Contato: (18) 99120-9691• Instagram: @stillo_pink_mirandopolisO post ‘Recomeçar não é sinal de fracasso. É melhor tentar do que viver pensando no que poderia ter sido’, afirma a empreendedora Juliana Rosa apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.