Pesquisa Genial/Quaest para a eleição presidencial 2026 divulgada nesta quarta-feira (10) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu seis pontos porcentuais de vantagem para Flávio Bolsonaro (PL-RJ em um eventual segundo turno. O presidente chegou a 44% das intenções de voto, ante 42% no levantamento de maio, e venceria o senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recuou de 41% para 38%. Após três meses de empate técnico, a vantagem de Lula acima da margem de erro de 2 pontos porcentuais ocorre após uma série ações do governo federal. Entre elas, estão o lançamento do programas Desenrola 2.0, para renegociação de dívidas, e do Move Brasil para crédito na renovação de frota para motoristas de aplicativo e taxistas, além de medidas tributárias para frear a alta dos combustíveis e do fim da taxa das blusinhas para compras de até US$ 50 no exterior.A percepção de que as notícias sobre o governo Lula são mais positivas cresceu de 32% para 34% em um mês e a de que são negativas recuou de 43% para 40%. Outros 21% declaram que não têm visto notícias.Por outro lado, entre a última pesquisa e atual, Flávio Bolsonaro foi envolvido no escândalo do Banco Master, com encontro e o pedido de dinheiro a Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, biografia do pai, Jair Bolsonaro e ainda encontro com o presidente Donald Trump, nos Estados Unidos.Após o encontro, o governo estadunidense classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações criminosas e anunciou tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.Ainda segundo a projeção para esse cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, 14% declararam votos em branco, nulo ou que não votariam e 4% estavam indecisos, ante 14% e 3%, respectivamente, em maio.Mais segundo turnoEm outros cenários com Lula na disputa do segundo turno, o presidente venceria Romeu Zema (Novo) por 45% a 35% (44% a 37% no levantamento de maio), bateria Ronaldo Caiado (PSD), também por 45% a 45% (44% a 35%), e teria vantagem de 45% a 31% sobre Renan Santos (Missão) (45% a 28%).Primeiro turno com 12 pré-candidaturasA pesquisa Genial/Quaest divulgou um cenário inédito de primeiro turno com 12 pré-candidaturas presidenciais, entre as já colocadas e as que ainda são especulação. Mesmo assim, Lula e Flávio Bolsonaro polarizam a disputa, ainda longe dos outros pré-candidatos ao Planalto.Segundo a Genial/Quaest, Lula tem 39% das intenções de votos, mesmo porcentual da pesquisa de maio, e Flávio Bolsonaro saiu de 33% para 29% na anterior, quando dez nomes foram apresentados. Caiado obteve 3% (ante 4%) e Renan Santos saiu de 2% para 3%. Zema variou de 4%, em maio, para 2%, empatado com Aécio Neves (PSDB), que estreou na pesquisa.Joaquim Barbosa (DC), também incluído pela primeira vez, apareceu com 1%, empatado com Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP). Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB) e Heró Bezerra (PRTB) não saíram de 0%Brancos e nulos e os que declaram que não votarão variaram de 10% para 9% e os indecisos saíram de 5% para 10%.A pesquisa Genial/Quaest apontou que 63% dos entrevistados já definiram o voto no primeiro turno, igual ao levantamento de maio e que 36% ainda podem mudar sua escolha, ante 37% no levantamento passado.Pesquisa espontâneaNa pesquisa espontânea, na qual os nomes não são fornecidos aos entrevistados, Lula foi citado por 23% dos eleitores, ante 22% em maio, Flávio Bolsonaro por 17%, ante 14% na pesquisa anterior, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e inelegível, variou de 2% para 1%. Outros nomes foram citados por 3%, ante 5% em de maio, e os que se declararam indecisos variaram 57% para 56%.Avaliação e aprovação do governoA pesquisa Genial/Quaest apontou que 48% desaprovam e 47% aprovam o governo do presidente Lula. Outros 5% não souberam ou não responderam. Em maio, os porcentuais eram, respectivamente, de 49% e 46%.O mesmo cenário foi observado para a avaliação do governo Lula, negativa para 38% dos entrevistados, ante 39% no levantamento anterior e positiva para 34%, mesmo porcentual de maio. Outros 26% consideraram o governo regular, ante 25% em maio e 2% não souberam ou não responderam.MetodologiaNa pesquisa, foram consultados 2.004 eleitores presencialmente entre a última sexta-feira (5) e segunda-feira (8). A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95% e a pesquisa tem o registro BR-07661/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).