Análise: Ideologia nas relações internacionais dificulta a diplomacia

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Américo Martins, analista sênior de Internacional da CNN Brasil, afirmou que a interferência de questões ideológicas nas relações internacionais é sempre fonte de problemas. A declaração foi feita durante o videocast Fora da Ordem, programa de geopolítica e geoeconomia da CNN Brasil.Durante o debate, Américo criticou o posicionamento do Departamento de Estado americano, responsável pela diplomacia dos Estados Unidos, por adotar uma postura que considerou excessivamente ideológica em detrimento de uma abordagem pragmática. “Quando a ideologia se mete em relações internacionais, é sempre um problema”, afirmou o analista.Brasil e Estados Unidos: oportunidade de aproximaçãoAmérico destacou que o Brasil não deve ser visto como inimigo dos Estados Unidos, e que há uma grande oportunidade para que os dois países negociem tarifas preferenciais ou mesmo um acordo de livre comércio. “O Brasil não é inimigo dos Estados Unidos”, ressaltou.O analista lembrou ainda que o Mercosul poderia ser incluído nessas negociações, e que seria “sensacional” fechar um acordo comercial com os americanos, especialmente após o acordo provisório já firmado com a União Europeia. Leia Mais EUA reforçam interesse nacional e esferas de influência, diz Pfeifer Análise: Trump parece adotar tom mais racional nas negociações com Brasil “A realidade está prevalecendo”, diz CNI sobre negociações de Trump e Lula O analista também fez uma retrospectiva crítica da postura brasileira ao longo das décadas, citando a antiga lei da informática, que pretendia que o Brasil fabricasse seus próprios computadores. Para Américo, a mentalidade protecionista não evoluiu significativamente desde então.“Não conseguimos fazer os nossos próprios computadores, não houve jeito, não seriam melhores, não seriam mais baratos”, observou.Crítica ao Departamento de Estado americanoAmérico demonstrou preocupação com o fato de a ala ideológica do governo americano ter se concentrado justamente no Departamento de Estado.Segundo ele, equiparar o Brasil às ditaduras da Nicarágua e de Cuba, como teria sido feito perante o Congresso americano, é um erro grave que compromete o diálogo entre os dois países. “Não podemos estar falando a mesma língua”, disse o analista, defendendo que uma postura mais pragmática beneficiaria a todos, inclusive os próprios Estados Unidos, também no campo econômico.O programa também debateu os impactos das novas ameaças de tarifaço de Donald Trump sobre a relação entre Brasil e Estados Unidos, além do cenário dos mercados financeiros brasileiros, que encerraram a semana com forte alta do dólar e dos juros futuros, reflexo da resiliência da economia americana e das pressões inflacionárias. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.