França investiga “crimes de guerra” de Israel contra ativistas da flotilha

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Promotores da França especializados em combate ao terrorismo informaram nesta sexta-feira (5) que abriram uma investigação preliminar sobre suspeitas de tortura e crimes de guerra relacionados ao suposto tratamento inadequado dado pelas autoridades israelenses a cidadãos franceses que faziam parte de uma flotilha de ativistas com destino a Gaza.A investigação ocorre após a interceptação da flotilha por Israel. Segundo os ativistas, a missão tinha como objetivo entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e desafiar o bloqueio naval imposto por Israel ao território palestino.O escritório do PNAT, o Ministério Público Antiterrorismo da França, informou que abriu a investigação preliminar após receber uma comunicação do Ministério das Relações Exteriores francês em 28 de maio.Segundo o PNAT, essa comunicação foi feita com base no Artigo 40 do Código de Processo Penal francês, que obriga agentes públicos a denunciar suspeitas de crimes ou infrações. Leia Mais Três brasileiras de flotilha com destino a Gaza são detidas por Israel Itamaraty convoca diplomata de Israel após vídeo com ativistas amarrados Interceptação de flotilha por Israel amplia bloqueio ilegal a Gaza, diz ONU A investigação trata de suspeitas de tortura e crimes de guerra, informou o órgão.As apurações foram confiadas ao OCLCH, o escritório central da França responsável pelo combate a crimes contra a humanidade e crimes motivados por ódio, acrescentou o PNAT.Os organizadores da flotilha afirmaram que os ativistas foram submetidos a abusos.Segundo eles, vários participantes precisaram ser hospitalizados devido a ferimentos, e pelo menos 15 relataram agressões sexuais, incluindo estupro. Os ativistas já foram libertados.As autoridades israelenses negaram as acusações de abusos. A agência Reuters informou que não conseguiu verificar as alegações de forma independente.Outros países ocidentais, incluindo o Canadá, a Alemanha e a Itália, também condenaram o tratamento dado por Israel aos ativistas.