Um dos melhores ARPGs dos últimos anos, mas punitivo para iniciantes do gênero e ainda está em acesso antecipado pago. O jogo ficará gratuito no lançamento da versão final.Prós: Combate fluido e satisfatório Liberdade total de habilidadesProgressão e dificuldade bem calibradasDiversidade de classesA narrativa é boaAmpla variedade de mecânicasContras: Punitivo para iniciantes“Pay to convenience” em microtransaçõesConteúdo ainda incompletoPath of Exile 2 é o novo ARPG (jogo de ação e RPG com combate em tempo real, visto de cima e focado em caçar equipamentos cada vez melhores) da Grinding Gear Games, estúdio neozelandês comprado pela Tencent e responsável pelo Path of Exile original. O jogo está em acesso antecipado desde dezembro de 2024 para PC (Steam e Epic), PlayStation 5 e Xbox Series X|S, com crossplay entre todas as plataformas. O acesso, por enquanto, é pago: o pacote de apoiador sai a partir de R$ 79,80. A campanha tem 4 dos 6 atos planejados prontos e leva de 20 a 50 horas para terminar, dependendo da experiência do jogador com jogos do gênero.Quem jogou Diablo IV, ou o clássico Diablo II, vai reconhecer a fórmula na hora: visão de cima, hordas de inimigos na tela e a caça interminável por um item melhor. Só que Path of Exile 2 aposta numa profundidade de sistemas bem maior do que o título da Blizzard.O combate é a melhor experiência, de longeImagem: IGDB/ PrintScreenO combate é o ponto onde Path of Exile 2 brilha mais. As animações são caprichadas, cada habilidade tem peso quando acerta o inimigo e a progressão de poder é visível conforme o personagem evolui. Dá para sentir as habilidades ficando mais fortes ao longo da campanha, e a forma como elas interagem com o cenário, congelando, explodindo ou empurrando inimigos, entrega uma sensação de impacto difícil de encontrar no gênero. Não é só apertar botão e ver o número subir. O combate pede leitura, posicionamento e timing.Liberdade de build é o que separa o jogo dos rivaisImagem: IGDB/ PrintScreenAs habilidades e os pontos de habilidade são o coração do jogo. A variedade é enorme, e cada classe tem suas habilidades características: um druida pode virar urso e outras criaturas, um mago tem habilidades elementais. Só que isso não trava o jogador. Qualquer classe pode usar qualquer habilidade, desde que cumpra os requisitos de atributo. Na prática, se um druida tiver inteligência o suficiente, ele pode fazer um cometa de gelo cair sobre os inimigos. A complexidade cresce ainda mais com as Gemas de Reforço (gemas encaixadas direto nas habilidades para aprimorá-las, modificá-las ou mudar por completo o jeito como funcionam). Os dois sistemas juntos abrem um número de combinações que é difícil de medir.A dificuldade escala junto com a habilidade do jogadorTudo no jogo parece escalar em sintonia: a complexidade das habilidades, os combos possíveis, a força dos inimigos e dos chefes, o gerenciamento de recursos e a distribuição de pontos. O jogo vai ficando mais difícil de um jeito que acompanha o aprendizado de quem joga. O jogador melhora sem nem perceber, até criar um novo personagem e refazer a campanha. Aí fica nítido o quanto sua habilidade evoluiu. É raro um ARPG calibrar essa curva tão bem.Visual, otimização e a evolução do equipamentoImagem: IGDB/ PrintScreenA apresentação acompanha. Os gráficos impressionam, a diversidade de biomas, estruturas e tipos de monstros é grande, e o jogo está bem otimizado para um título ainda em acesso antecipado. A progressão visual do equipamento é um detalhe que recompensa as horas investidas: o personagem começa vestindo trapos e, nos níveis mais altos, troca os retalhos por armaduras ornamentadas, com placas trabalhadas e relevos que reagem à luz das masmorras. Há ainda uma casa de leilão dentro do jogo, onde, a partir de certo ponto, os jogadores trocam armas e equipamentos entre si. O sistema vale ouro nos momentos de azar: quando os inimigos insistem em não largar nada útil, recorrer ao mercado pode poupar o jogador de dezenas de tentativas contra aquele chefe que já o matou algumas vezes.Onde Path of Exile 2 tropeça: a barreira de entradaO jogo pode ser cruel com quem está começando. Desde os primeiros minutos, os inimigos dão muito dano, e o jogador vai morrer várias vezes até dominar as mecânicas básicas. Para quem nunca encostou num ARPG, essa frustração inicial é real e pode fazer muita gente desistir antes de ver o que o jogo tem de melhor.Os chefes acentuam esse problema. Alguns dos primeiros atos exigem uma curva de aprendizado bem maior que outros, e o resultado às vezes é contraintuitivo: para muitos jogadores, o chefe final do primeiro ato é mais difícil que o chefe final do terceiro ato, justamente porque cobra, logo de cara, mecânicas que um iniciante só aprende depois de algumas derrotas. Há também chefes totalmente opcionais que são importantes de derrotar, porque dão atributos ou pontos de habilidade que fazem diferença no resto da jogatina. O problema é que o mapa não deixa claro onde eles estão, e um jogador novo pode nem descobrir que eles existem até alguém avisar.A loja de microtransações e o “pay to convenience”A loja de microtransações divide opiniões. A maior parte do que se vende é cosmético e não afeta o jogo. Mas existe o famoso “pay to convenience”, quando o jogo cobra para resolver uma inconveniência que ele mesmo criou. Em Path of Exile 2, são as abas extras do baú: uma aba só para itens de fabricação, outra para gemas, outra para fragmentos, outra para mapas, e assim por diante. Não dá vantagem de combate, mas organizar o inventário, algo básico num jogo cheio de itens, acaba virando um custo opcional.Um ponto neutro: curva de complexidadeA primeira vez que o jogador abre a árvore de pontos de habilidade é assustadora, e a sensação de estar sobrecarregado é normal. Para alguns, esse labirinto de opções é parte do prazer; para outros, é um susto. A boa notícia é que, conforme a história avança, o sistema deixa de ser um bicho de sete cabeças. O mesmo vale para a quantidade de sistemas que o jogo foi acumulando ao longo das atualizações: para um veterano, é profundidade; para um novato, pode pesar. Onde comprar Path of Exile 2 e o que considerar antesO ponto de decisão mais importante: pagar agora ou esperar de graça?Hoje, Path of Exile 2 só pode ser jogado por quem compra um pacote de apoiador. Quando sair do acesso antecipado, o jogo será gratuito (free to play). Ou seja, pagar agora é, na prática, comprar o acesso adiantado, e o valor pago vira pontos para a loja de microtransações do próprio jogo, então o dinheiro não evapora. Para quem tem pressa de jogar, vale muito a pena. Para quem não se importa de esperar, dá para entrar sem pagar nada no lançamento final.Preço: a partir de R$ 79,80 no pacote de apoiador. Durante o evento de lançamento do patch 0.5, há um pacote especial com 50% de desconto, a R$ 39,90. No momento, não há previsão de término desta promoção na Steam. Modelo: acesso antecipado pago agora; gratuito (free to play) no lançamento da versão final.Plataformas: PC (Steam, Epic), PlayStation 5 e Xbox Series X|S, com crossplay e progressão cruzada entre elas.PT-BR: interface e legendas em português brasileiro. As vozes estão apenas em inglês.Multiplayer: dá para jogar sozinho, em cooperativo onlineClassificação: +17Preços verificados em 05/06/2026.Requisitos recomendados de PC Sistema: Windows 10 or newerCPU: Intel Core i5-10500 / AMD Ryzen 5 3700XMemory: 16GB RAMGPU: NVIDIA GeForce RTX 2060 / AMD Radeon RX 5600XT / Intel Arc A770DirectX: Version 12Espaço Livre: 100GB available spaceRequisitos mínimos de PCSistema: Windows 10 or newerCPU: Intel Core i7-7700 / AMD Ryzen 5 2500XMemory: 8GB RAMGPU: NVIDIA GeForce GTX 960 (3GB) / AMD Radeon RX 470 / Intel Arc A380DirectX: Version 12Espaço Livre: 100GB available spaceFicha técnica de Path of Exile 2Desenvolvedora: Grinding Gear GamesDistribuidora: Grinding Gear Games / TencentGênero: ARPG (ação e RPG)Plataformas: PC (Steam, Epic), PlayStation 5, Xbox Series X|SLançamento: acesso antecipado desde dezembro de 2024 (versão final sem data confirmada)Estado atual: 4 de 6 atos prontos; campanha de 20 a 50 horasIdioma: interface e legendas em PT-BR; vozes em inglêsModos: single-player, cooperativo online e troca entre jogadoresPreço: R$ 39,90 (50% de desc. na Steam).Classificação: 17+Preços verificados em 05/06/2026.Patch 0.5 “Return of the Ancients” e a liga Runes of Aldur: o que mudouEm 29 de maio de 2026, Path of Exile 2 recebeu o patch 0.5, batizado de “Return of the Ancients”, que trouxe a nova liga Runes of Aldur. A novidade mais visível são duas ascensões inéditas, as especializações avançadas que aprofundam uma classe já existente: a Spirit Walker, para a Caçadora, e a Martial Artist, para o Monge. As duas são tão diferentes do que havia antes que, na prática, parecem classes novas, e ampliam bastante a variedade de estilos de jogo. A Spirit Walker invoca espíritos de animais que lutam ao lado do jogador; a Martial Artist gira em torno de acumular combos rápidos para liberar golpes devastadores.As mudanças no fim de jogo (os chamados mapas) também acertam em cheio. Antes, era cansativo pular de mapa em mapa sem um objetivo claro. Agora a progressão de endgame está amarrada a uma história que prende, e mecânicas como fendas e altares ritualísticos ganharam narrativa própria, cada uma funcionando de um jeito diferente do que era na temporada passada. A nova árvore de habilidades do Atlas (o mapa que organiza esse fim de jogo) é mais intuitiva e interessante que a anterior. A sensação geral é de um jogo que passou a respeitar muito mais o tempo de quem joga.Nem tudo saiu redondo. Este foi, provavelmente, o patch mais cheio de bugs até agora: houve travamentos e situações como ficar preso na arena do chefe sem conseguir sair, o que impede de fechar outras mecânicas do mapa, por exemplo. A inflação de preços na casa de leilão veio mais cedo que de costume, o que obriga o jogador a procurar por mais tempo (e a juntar mais orbes exaltados, divinos ou do caos, as moedas do jogo) para conseguir um item só um pouco melhor que o atual. O post Path of Exile 2 review: vale a pena pagar agora ou esperar ficar grátis? apareceu primeiro em Olhar Digital.