Veja quais países lideram venda de ingressos para fase de grupos da Copa

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Estados Unidos, Brasil e Portugal lideram venda de ingressos para fase de grupos da Copa do Mundo, de acordo com a plataforma de ingressos de revenda SeatGeek. O que chama a atenção é que o preço médio dos ingressos para os jogos da fase de grupos dos três países é o maior em relação às outras participantes, com valores até 50% acima da média.Os Estados Unidos, que aparecem no topo da lista das equipes mais procuradas pelos torcedores, tem o preço médio mais alto do Mundial, com 1.453 dólares (cerca de R$ 7.350 na cotação atual).Já o Brasil ocupa a segunda colocação, com preço médio de 1.316 dólares (aproximadamente R$ 6.700). Portugal aparece no Top-3, com valor de bilhete médio de 1.237 dólares (cerca de R$ 6.300). Leia Mais Seleção do Irã não poderá permanecer nos EUA entre partidas da Copa De olho na Copa, Ancelotti defende retrospecto positivo em estreias Rei Charles III autoriza feriado na Escócia para estreia na Copa do Mundo Os anfitriões norte-americanos estreiam contra o Paraguai, pelo Grupo D, no SoFi Stadium, em Los Angeles, no dia 12 de junho. Esse também foi registrado como o ingresso mais caro da Copa, com valor médio de 1.765 dólares (cerca de R$ 9 mil).Já a seleção brasileira abre a competição diante de Marrocos, no MetLife Stadium, em New Jersey, no dia 13 de junho. Para este confronto, o ticket médio das entradas é de 1.434 dólares (R$ 7.250).Valores dos ingressosRobson Carlo, sócio-fundador da FutebolCard, plataforma líder em gestão de ingressos e programas de sócio-torcedor, explica sobre o funcionamento dos preços dinâmicos e também projeta a chegada do modelo ao Brasil futuramente.“O preço dinâmico ajusta o valor do ingresso de acordo com a procura. Apesar do modelo poder tornar as entradas mais caras, também pode ocorrer justamente o contrário. Isso porque a precificação dinâmica pode ser uma ferramenta para ajudar a corrigir os casos em que o clube erra no preço e a presença do público acaba sendo abaixo do esperado. Vemos que a adoção do modelo na venda de ingressos é uma tendência em outros mercados e irá chegar ao futebol brasileiro, sendo apenas uma questão de tempo. Para que tudo isso ocorra, é necessária uma reorganização da indústria, o que inclui liberar o mercado secundário e atacar o cambismo”, pontua.Por fim, Portugal faz sua partida inaugural no dia 17 de junho, enfrentando a República Democrática do Congo, no NRG Stadium, em Houston (Estados Unidos).“Nenhum país do mundo recebeu tantas pessoas, de tantos países diferentes, desde a sua independência, e não seria diferente no maior evento esportivo do mundo. A Copa de 1994 foi um marco na história do torneio, e essa será também. Vão mais uma vez mostrar que nenhum país pode acolher tantos, se tantos lugares, quanto eles”, analisa Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil.Há alguns meses, a Fifa divulgou que além dos países anfitriões (Estados Unidos, Canadá e México), as maiores compras também vinham de torcedores da Alemanha, Inglaterra, Espanha, Argentina, Colômbia e Equador.Análise: Éderson era a melhor opção para o lugar de Wesley? | AGORA CNNChama a atenção dentro deste montante o bom número de países e jogos entre sul-americanos, entre eles, da Colômbia, Equador, Argentina e Brasil, e para especialistas, isso não é encarado como uma surpresa.“Fizemos a operação de eventos como Copa América e Libertadores e sabemos a força e a paixão que o povo sul-americano tem pelo futebol. Até mesmo na Copa de Clubes da Fifa, em 2025, nos EUA, vimos uma participação bastante ativa de brasileiros e argentinos nos confrontos. No Mundial de 2026, assim como acontece sempre, não será diferente, e a presença de fortes comunidades latinas nos locais da Copa também fazem com que a procura pelo torcedor seja maior, como tem se comprovado”, afirma Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply.“Futebol, aqui, é identidade cultural, pertencimento e investimento emocional de longo prazo. O torcedor sul-americano atravessa fronteiras e transforma a Copa em prioridade financeira, porque assistir a Seleção no Mundial é viver um ativo simbólico que não se repete”, aponta Bruno Brum, CMO da Agência End to End.Infantino ainda disse que a competição deve gerar mais de 11 bilhões de dólares (R$ 57,2 bilhões) em receitas para a Fifa, e que o impacto econômico para os Estados Unidos será de cerca de 30 bilhões de dólares (R$ 156 bilhões), reunindo segmentos como turismo, alimentação e investimentos em segurança e assim por diante”.Adversário do Brasil tem o jogador mais velho da Copa do Mundo