O TCU (Tribunal de Contas da União) arquivou representação apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).A representação protocolada por Flávio pedia ao tribunal para que investigasse possíveis “irregularidades” na destinação de recursos públicos federais pelo Ministério da Educação. O pedido fala em “supostos indícios” de favorecimento indevido à Life Tecnologia Educacional Ltda., ligada a Carla.O arquivamento da ação foi decidido por unanimidade em sessão da 2ª Câmara do TCU. No órgão, o processo foi relatado pelo ministro Jonathan de Jesus. Leia Mais PF deflagra nova fase de operação contra fraudes em licitações públicas Fraude em licitações: PF cumpre mandados de busca e apreensão no Recife TCU aprova acordo para acelerar obras de transmissão da MEZ Energia De acordo com o colegiado, o pedido de Flávio não apresenta indícios de irregularidade para sustentar uma investigação.“A peça inicial não apresenta indícios mínimos suficientes de irregularidade ou ilegalidade, pois se fundamenta essencialmente em matérias jornalísticas, desacompanhadas de documentos aptos a individualizar fatos, identificar procedimentos licitatórios ou contratos específicos e delimitar eventuais responsabilidades”, diz o acórdão referente à representação.Além disso, o documento destaca que a competência fiscalizatória do TCU se restringe à aplicação de recursos federais e que, nesse caso, tratam-se de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) “sem complementação da União”. Por esse motivo, a fiscalização caberia ao Tribunal de Contas estadual.Dessa forma, o TCU determinou o arquivamento da ação em seu âmbito, mas encaminhou ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo cópias das peças dos autos para que possa analisar o caso.Quem é Carla Ariane TrindadeCarla foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho adotivo de Lula com Marisa Letícia, falecida em 2017.Em novembro de 2025, Carla foi alvo da operação Coffee Break, da PF (Polícia Federal). A investigação que apura irregularidades em processos licitatórios municipais relacionados à aquisição de kits de robótica e livros didáticos.Odair Cunha é eleito novo ministro do TCU | CNN PRIME TIME