Mulher morre após gravar vídeo sobre falta de atendimento em UPA de MG

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Uma mulher de 32 anos morreu no último domingo (7) na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Justinópolis, em Ribeirão das Neves, Minas Gerais, após registrar um vídeo relatando problemas no atendimento. Familiares da mulher, identificada como Brenda Larissa Maia, suspeitam de negligência médica.De acordo com o boletim de ocorrência, Brenda era portadora de fibromialgia e cardiopatia, e teria dado entrada na UPA no início da tarde de sábado (6) após sentir fortes dores no peito.Por volta de 01h30 de domingo, a mulher enviou vídeos à família mostrando diversos consultórios vazios, sem médicos para atendimento. Veja abaixo: Leia Mais Injeção letal em UTI: após denúncias, polícia investiga outros dois casos Injeção letal em UTI: o que se sabe sobre as mortes dos pacientes no DF Equipe médica é denunciada por morte de idosa que caiu de maca no RS https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/06/WhatsApp-Video-2026-06-08-at-06.56.49.mp4O irmão de Brenda, Hudson Lucas Maia, contou que ela estava em uma sala de atendimento, ligada a oxigênio, e saiu sem que ninguém a visse. “Saiu da sala, começou a filmar, porque ela estava pedindo socorro. E foi filmando, uma entrada sala por sala dos médicos e não tinha ninguém. E segundo relatos, o pessoal estava em horário de descanso, estava dormindo, e por isso não tinha ninguém, mesmo com a UPA cheia”, relatou o irmão.A mãe de Brenda, identificada como Sônia, também relatou que teria recebido uma mensagem da filha durante a noite, por volta de 22h, dizendo que seu estado de saúde havia piorado.Sônia recebeu uma ligação sobre a morte da filha às 4h45 e foi até a UPA acompanhada de Hudson, onde uma funcionária a informou que sua filha caiu no chão e faleceu após gravar os vídeos.Um dos médicos mostrou um atestado de óbito à mãe, dizendo que a causa da morte seria embolia pulmonar. Porém, após ser questionado sobre os vídeos gravados por Brenda, o mesmo médico teria dito que aquele não era o documento correto.Os familares ainda relataram que receberam informações contraditórias de funcionários sobre os procedimentos de remoção do corpo, e que, por fim, receberam a recomendação de registrar o boletim de ocorrência por um membro da equipe médica.Sobre o estado de saúde da irmã, Hudson relatou que ela fez um exame cardiológico, que mostrava que ela já não estava bem quando deu entrada na unidade. Porém, ainda assim, ela não recebeu atendimento imediato.“A minha mãe até esteve com ela no momento, e ela nem foi para uma sala de emergência, eles alegam que ela estava em uma sala vermelha, mas não, ela estava no Pronto Atendimento, sentada com tantas pessoas lá de fora também”, contou Hudson.Ele ainda afirma que outra pessoa teria falecido em um horário próxima a Brenda, e que não haviam médicos disponíveis no local.A CNN Brasil tenta contato com a Polícia Civil de Minas Gerais e com a Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão das Neves. O espaço segue aberto.(Com informações da Itatiaia)*Sob supervisão de Carolina Figueiredo