As passagens aéreas da Azul já estão 20% mais caras por causa da guerra no Oriente Médio. O aumento do preço do bilhete reflete o tamanho do choque de custos que atinge a aviação comercial global.Apesar do aumento, a companhia preservou, até o momento, a malha de rotas e não eliminou nenhum destino de forma definitiva. Mas John Rodgerson, CEO da aérea, está em estado de alerta: se a guerra no exterior se prolongar, cidades entrarão inevitavelmente na lista de corte.“Obviamente, o preço do combustível dobrou. Isso impacta e reagimos. Aumentar a tarifa e cortar a capacidade faz parte do que a gente faz no dia a dia”, disse Rodgerson à CNN durante a reunião anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo, a IATA. Leia Mais Governo quer atrair duas aéreas de baixo custo para o país ainda neste ano Copiloto convulsiona e voo da Azul faz pouso de emergência em Viracopos Azul Conecta mira 200 cidades e aposta na aviação executiva, diz CEO O executivo norte-americano explica que o setor opera sob duas variáveis indomáveis: a cotação do dólar e o preço internacional do barril de petróleo.Para sustentar o novo patamar de preços sem colapsar a demanda, a estratégia imediata tem sido reduzir frequências e eliminar voos diretos, forçando rotas menores a fazer conexões nos hubs da companhia, como Viracopos, Confins e Recife.O drama é que o querosene de aviação, que já está muito mais caro nos grandes centros, ganha valores ainda maiores no interior. “Em São Paulo e Rio, o combustível já é caro. Imagina nesses voos regionais que a gente opera, é mais caro ainda”, disse.