Os preços do petróleo saltam mais de 4% nesta segunda-feira (8), com investidores alarmados por novos ataques israelenses contra o Irã, além da retomada dos ataques ao Líbano no dia anterior.Os contratos futuros do petróleo Brent avançavam US$ 4,21, ou 4,52%, para US$ 97,30 por barril às 4h47 (horário de Brasília), enquanto os contratos futuros do petróleo bruto dos Estados Unidos subiam US$ 3,80, ou 4,20%, para US$ 94,31 por barril.SAIBA MAIS: Onde investir para buscar maximizar o seu patrimônio?Use o simulador gratuito do Money Times e receba recomendações de investimento com estratégia e segurançaIsrael informou hoje que atingiu um complexo petroquímico no sudoeste do Irã, além de realizar ataques contra outros alvos militares. Isso ocorreu apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter supostamente pedido ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que evitasse novos ataques.No primeiro ataque a uma instalação energética dentro do Irã desde o cessar-fogo de 8 de abril, Israel afirmou ter atingido alvos no complexo petroquímico de Mahshahr. Uma autoridade provincial disse à agência semioficial iraniana Fars que partes da instalação foram danificadas. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "UKOIL", "UKOIL" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "e899d86"} ); As esperanças de um fim iminente para a guerra mais ampla e da retomada do fluxo de petróleo através do Estreito de Ormuz, por onde costumava transitar cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, estão agora diminuindo.Os ganhos desta segunda-feira apagaram as perdas de sexta-feira (5), quando os preços haviam caído devido às expectativas de uma redução das tensões no conflito entre Estados Unidos e Irã. Os preços do petróleo já subiram cerca de 60% desde o início da guerra, no final de fevereiro, mas continuam abaixo dos picos registrados em março, quando o Brent chegou perto de US$ 120 por barril.Neste domingo (7), o Irã lançou uma salva de mísseis contra alvos israelenses em retaliação aos ataques no Líbano. Mesmo assim, o presidente americano Donald Trump insistiu que um acordo para encerrar a guerra mais ampla continua plenamente ao alcance.O Irã condicionou qualquer acordo de paz com Washington à existência de um cessar-fogo no Líbano.Israel invadiu o Líbano em março após o Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançar foguetes e drones através da fronteira. Em 3 de junho, Líbano e Israel anunciaram que haviam concordado com um cessar-fogo após negociações realizadas em Washington.Tarifas no Estreito de OrmuzNesta segunda-feira, o embaixador iraniano em Moscou foi citado afirmando que o Estreito de Ormuz permanecerá aberto, mas sob novas condições a serem definidas pelo Irã e por Omã, incluindo a cobrança de uma taxa de trânsito.“É claro que esse estreito estará aberto, mas sob novas condições a serem determinadas pelas autoridades iranianas e omanenses”, disse o embaixador Kazem Jalali ao jornal russo Izvestia.Teerã vem bloqueando a maior parte da navegação pelo Estreito de Ormuz, enquanto Washington impôs seu próprio bloqueio aos portos iranianos.Aumento de produção inóquo anmunciado pela Opep+ Em meio à crise de oferta resultante, a Opep+ concordou ontem com seu quarto aumento da produção de petróleo em quatro meses.Entretanto, analistas afirmaram que a decisão terá pouco impacto, já que a maioria dos membros da Opep+ não consegue atingir suas metas de produção devido ao fechamento do Estreito de Ormuz ou, no caso da Rússia, aos ataques contra infraestruturas que reduziram sua capacidade produtiva.“No mercado atual, o impacto físico de uma decisão como essa seria próximo de zero”, escreveu Jorge Leon, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy, em comunicado enviado a clientes.