Futuros de NY abrem em queda com ataque do Irã a Israel e pressão sobre ações tech

Wait 5 sec.

Os futuros dos índices de Nova York abriram em queda na noite deste domingo (7), em um início de semana marcado por maior aversão ao risco nos mercados globais. A piora no humor dos investidores ocorre após relatos de que o Irã disparou mísseis contra Israel, reacendendo temores sobre a estabilidade geopolítica no Oriente Médio e pressionando o preço do petróleo.Às 20h, o Dow Jones Futuro caía 0,36%, enquanto o S&P 500 Futuro recuava 0,30% e o Nasdaq Futuro cedia 0,23%.O movimento dá sequência ao tom negativo visto em Wall Street na sexta-feira, quando as ações de tecnologia lideraram uma forte realização de lucros. O Nasdaq Composite teve sua maior queda desde abril de 2025, em meio à preocupação crescente com as avaliações de empresas ligadas à inteligência artificial e ao impacto de juros mais altos sobre companhias de crescimento.Leia tambémIbovespa abre semana em alerta após 8 quedas seguidas e perda dos 170 milMercado monitora juros americanos, dólar e risco geopolítico depois de forte correção desde a máxima histórica de abrilIbovespa vai reagir ou cair mais? Semana-chave tem Nasdaq e Bitcoin sob pressãoApós oito semanas de baixa, Ibovespa tenta reação em meio à pressão do dólar, correção das bolsas americanas e queda do BitcoinAtaque do Irã aumenta cautela nos mercadosSegundo a Bloomberg, o petróleo voltou a disparar após o Irã lançar mísseis contra Israel, em um episódio que colocou novamente o Oriente Médio no centro das atenções dos investidores. O movimento ocorre em meio a dúvidas sobre a sustentabilidade de um cessar-fogo frágil e sobre os efeitos de uma eventual escalada militar sobre o fornecimento global de energia.De acordo com a CNBC, o ataque teria ocorrido após manifestações de autoridades iranianas contra supostas violações de acordos ligados ao cessar-fogo. A tensão geopolítica ampliou a busca por proteção e reforçou a pressão sobre ativos de risco.Ainda assim, os ganhos do petróleo foram parcialmente moderados após relatos citarem o presidente Donald Trump dizendo que os ataques não devem afetar os esforços para alcançar um acordo de paz.Wall Street vem de forte queda puxada por tecnologiaNa sexta-feira, os principais índices americanos encerraram o pregão em forte baixa. O Nasdaq Composite caiu 4,18%, enquanto o S&P 500 recuou 2,64%. O Dow Jones perdeu 695 pontos, um dia depois de atingir uma nova máxima.A realização interrompeu uma sequência positiva importante em Wall Street e levantou dúvidas sobre a força da alta recente, especialmente em ações ligadas à inteligência artificial. O rali do setor vinha sustentando os mercados desde as mínimas de março, mas a combinação de valuations elevados, juros pressionados e incerteza geopolítica passou a pesar sobre o apetite por risco.Segundo a Bloomberg, um indicador de fabricantes de chips caiu 10% na sexta-feira, evidenciando a força da correção entre papéis mais associados à tese de inteligência artificial.Leia tambémIrã lança mísseis contra Israel pela primeira vez desde o cessar-fogoAtaque em retaliação por bombardeios de Israel em Beirute foi interceptado pela defesa aérea israelenseTrump diz que acordo com Irã está perto — mas faz ameaça dura a TeerãPresidente dos EUA afirma que sanções e ativos congelados só serão discutidos após um pacto de paz, enquanto mantém pressão militar sobre o programa nuclear iranianoEmprego forte reforça pressão sobre o FedAlém da tensão no Oriente Médio, os investidores também digerem os efeitos do relatório de empregos dos Estados Unidos divulgado na sexta-feira. Os dados vieram mais fortes do que o esperado, reforçando a percepção de que o mercado de trabalho americano segue resiliente.O resultado aumentou as apostas de que o Federal Reserve pode manter uma postura mais dura contra a inflação. Os rendimentos dos Treasuries subiram após a divulgação dos números, com os títulos de dois anos — mais sensíveis às expectativas para a política monetária — avançando para 4,15%, de acordo com a Bloomberg.A próxima reunião do Fed está marcada para os dias 16 e 17 de junho, e os investidores devem acompanhar de perto qualquer sinalização sobre juros, inflação e atividade econômica.Inflação e IPO da SpaceX entram no radarA agenda da semana também deve manter os mercados em alerta. Os investidores aguardam os dados de inflação ao consumidor e ao produtor nos Estados Unidos, que podem ajudar a calibrar as expectativas para os próximos passos do Fed.De acordo com a CNBC, o mercado também acompanhará a estreia pública da SpaceX, de Elon Musk, prevista para sexta-feira. A oferta é vista como um teste relevante para o apetite por ativos ligados à narrativa de tecnologia e inteligência artificial, em um momento em que parte dos investidores já questiona se o otimismo com o setor foi longe demais.Petróleo avança com tensão no Oriente MédioO petróleo abriu a semana em forte alta, refletindo a piora do risco geopolítico no Oriente Médio. Às 20h, o WTI subia 2,57%, a US$ 92,87, enquanto o Brent avançava 2,72%, a US$ 95,62.A alta ocorre apesar da decisão da Opep+ de ampliar novamente suas metas de produção. No domingo, sete membros do grupo decidiram elevar as metas em 188 mil barris por dia a partir de julho, segundo comunicado da própria organização.Na prática, porém, o efeito do aumento tende a ser limitado enquanto persistirem as restrições ao fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. A região é uma das rotas mais importantes para o comércio global da commodity, e qualquer interrupção no fornecimento tende a provocar forte reação nos preços.Segundo Jorge Leon, analista da Rystad e ex-funcionário da Opep, um aumento de produção “significa muito pouco enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado”. Para ele, quando a rota for reaberta, o mercado pode passar rapidamente do medo de escassez para o medo de excesso de oferta.The post Futuros de NY abrem em queda com ataque do Irã a Israel e pressão sobre ações tech appeared first on InfoMoney.