Bitcoin (BTC) cai e se aproxima do suporte de US$ 60 mil antes da inflação dos EUA; veja preços das criptomoedas nesta quarta-feira (10)

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O Bitcoin (BTC) é negociado na casa dos US$ 61 mil na manhã desta quarta-feira (10), com uma desvalorização da ordem de 2% nas últimas 24h.O mercado global de criptomoedas opera no vermelho hoje, com os investidores aguardando a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.A expectativa é de uma alta de 0,5% na comparação mensal. No acumulado do ano, projeta-se avanço de 4,2%, impulsionado principalmente pelos preços de energia.No mercado tradicional, as bolsas asiáticas fecharam no vermelho. O mercado europeu opera em queda, enquanto os futuros de Nova York recuam nesta manhã.Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:#Criptomoeda (Ticker)Preço24h7dYTD1Bitcoin (BTC)US$ 61.058,05-2,42%-9,07%-30,23%2Ethereum (ETH)US$ 1.617,74-3,07%-14,00%-45,48%3Tether (USDT)US$ 0,99920,03%0,05%0,07%4BNB (BNB)US$ 583,76-2,57%-8,98%-32,38%5USDC (USDC)US$ 0,99970,01%0,01%0,01%6XRP (XRP)US$ 1,10-4,15%-10,68%-39,75%7Solana (SOL)US$ 63,46-4,16%-15,92%-49,02%8TRON (TRX)US$ 0,32240,17%-2,90%13,42%9Hyperliquid (HYPE)US$ 56,49-8,91%-22,57%122,14%10Dogecoin (DOGE)US$ 0,08346-2,27%-11,45%-28,84%Fonte: Coin Market Cap.Bitcoin (BTC) e a macroeconomiaVale destacar que, para o mercado de criptomoedas, a liquidez continua sendo a variável mais importante. A divulgação do CPI, ainda que este não seja o índice preferido do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) para balizar a decisão sobre juros, funcionará como um termômetro para as expectativas das taxas por lá.Ao mesmo tempo, os investidores já começam a precificar um aperto sincronizado dos Bancos Centrais em relação aos juros, com rendimentos mais elevados dos títulos soberanos e os efeitos de absorção de capital causados pelos enormes investimentos em infraestrutura e financiamento ligados à inteligência artificial, os ativos de risco enfrentarão testes de valuation cada vez mais exigentes.Por fim, embora a agenda macroeconômica tenha voltado ao foco, o conflito no Oriente Médio segue no radar.As tensões entre EUA e Irã voltaram a subir após um helicóptero norte-americano ser abatido nas proximidades do Estreito de Ormuz. Em resposta, os Estados Unidos afirmaram ter realizado ataques classificados como “de autodefesa”.