ETFs de Bitcoin chegam a US$ 2 trilhões em volume mesmo com saída de investidores

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Os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos estão prestes a atingir a marca de US$ 2 trilhões em volume acumulado de negociação, menos de dois anos e meio após a estreia dos produtos em janeiro de 2024. O marco mostra a força dos fundos como uma das principais portas de entrada de investidores tradicionais no mercado cripto, ainda que o momento atual seja bem diferente da euforia vista em ciclos anteriores.Segundo dados do site The Block, os ETFs somavam US$ 1,99 trilhão em volume acumulado até 11 de junho. Considerando que os produtos movimentaram entre US$ 2 bilhões e US$ 5 bilhões por dia na última semana, a marca de US$ 2 trilhões pode ser superada já nesta sexta-feira (12).O crescimento foi acelerado desde o lançamento. Os ETFs de Bitcoin chegaram a US$ 100 bilhões em volume acumulado em março de 2024 e a US$ 200 bilhões no mês seguinte, quando o Bitcoin subia para uma máxima histórica próxima de US$ 74 mil. Depois da vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA, em novembro daquele ano, o ativo voltou a renovar recordes e os fundos ultrapassaram US$ 500 bilhões em volume acumulado.A marca de US$ 1 trilhão foi atingida há cerca de um ano. Agora, mesmo em meio a um mercado de baixa mais amplo nas criptomoedas, os ETFs de Bitcoin caminham para dobrar esse número e entrar em um grupo de produtos negociados com volume comparável ao de alguns dos maiores ETFs do mundo, como o Vanguard S&P 500 ETF (VOO) e o Invesco QQQ Trust (QQQ), ligado ao Nasdaq-100.A comparação com outros ETFs cripto também mostra a distância do Bitcoin em relação ao restante do mercado. Os ETFs de Ethereum à vista dos EUA, lançados em julho de 2024, acumulam US$ 466,3 bilhões em volume negociado. Já os ETFs de Solana somam US$ 10,5 bilhões, os de XRP chegam a US$ 4 bilhões e os mais recentes ETFs de Hyperliquid registram US$ 838,6 milhões.BlackRock domina, mas saídas aumentamO mercado de ETFs de Bitcoin continua concentrado no IBIT, da BlackRock. O fundo saiu de uma participação de cerca de 22% no volume no momento do lançamento para 73,7% em 11 de junho. No início, o GBTC, da Grayscale, tinha vantagem por ter sido convertido de um produto já existente, mas perdeu espaço ao longo do tempo para os fundos mais novos e com taxas menores.Hoje, os ETFs de Bitcoin à vista somam mais de US$ 76 bilhões em ativos sob gestão, também liderados pelo IBIT, que reúne cerca de US$ 49 bilhões. No ano passado, o fundo da BlackRock se tornou o ETF mais rápido da história a alcançar US$ 70 bilhões em patrimônio, segundo o analista Eric Balchunas, da Bloomberg, atingindo o marco em 341 pregões. O recorde anterior era do GLD, ETF de ouro da SPDR, que levou 1.691 dias para chegar ao mesmo patamar.Apesar do sucesso em volume e patrimônio, o cenário de fluxos ficou mais negativo. Desde o lançamento, os ETFs de Bitcoin acumulam entradas líquidas de US$ 53,9 bilhões. O IBIT responde sozinho por US$ 62,2 bilhões em captações líquidas, mas o número total é reduzido pelas saídas de mais de US$ 26,8 bilhões do GBTC, produto convertido da Grayscale e com taxa mais alta.A pressão aumentou no mercado de baixa atual. Desde a máxima histórica do Bitcoin, perto de US$ 126 mil em 6 de outubro, os ETFs registraram US$ 7,6 bilhões em saídas líquidas. No acumulado do ano, os resgates chegam a US$ 3 bilhões, incluindo uma sequência recente de 13 dias negativos, que somou US$ 4,3 bilhões e ficou entre as maiores desde o lançamento dos produtos.A queda dos ETFs acompanha a correção do próprio Bitcoin. A criptomoeda era negociada perto de US$ 63.750 na sexta-feira, com alta de 1% em 24 horas, mas ainda acumulava queda de 21% no mês, 27% no ano e cerca de 50% desde o recorde de outubro.André Dragosch, chefe de pesquisa da Bitwise na Europa, atribuiu a queda recente principalmente às saídas semanais de cerca de US$ 2 bilhões em produtos negociados em bolsa, o equivalente a aproximadamente 50 mil bitcoins vendidos em um curto período.Mesmo com a pressão, a indústria segue lançando novos produtos. A BlackRock protocolou nesta semana o formulário para o iShares Bitcoin Premium Income ETF, fundo que pretende combinar exposição ao Bitcoin com geração de renda por meio da venda ativa de opções de compra sobre cotas do IBIT e índices de ETPs de Bitcoin. Para Balchunas, o registro indica que o lançamento pode estar próximo.A porta de entrada para o bitcoin, a maior criptomoeda do mundo, está no MB. É simples, seguro e transparente. Deixe de adiar um investimento com potencial gigantesco. Invista em poucos cliques!O post ETFs de Bitcoin chegam a US$ 2 trilhões em volume mesmo com saída de investidores apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.