Estrelas emparelhadas em processo de morte formam deslumbrante descoberta

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Uma nova imagem revela um objeto celeste deslumbrante — uma estrela, emparelhada com outra, em processo de morte, que se assemelha a uma bola de cristal.Cientistas capturaram a imagem da NGC 1514, apelidada de Nebulosa Bola de Cristal, com o Espectrógrafo Multiobjeto Gemini. O instrumento está instalado no telescópio Gemini Norte, localizado em Maunakea, um vulcão adormecido no Havaí.Os pesquisadores reservaram algumas horas durante as noites para observar o céu e identificar algo impressionante, disse o astrônomo Travis Rector. Leia Mais Hubble revela "montanha mística" de gás e poeira no espaço; veja Hubble: imagem revela complexidade de jovens objetos estelares Hubble faz 36 anos de órbita; veja imagens impressionantes capturadas “É uma forma de compartilhar com as pessoas o quão incrível é o nosso universo, então a nebulosa não era um alvo científico, foi escolhida simplesmente por ser visualmente impressionante”, disse Rector, membro da equipe do NOIRLab que capturou a imagem. NOIRLab é a sigla para Laboratório Nacional de Pesquisa em Astronomia Óptica e Infravermelha da Fundação Nacional de Ciência (National Science Foundation’s National Optical-Infrared Astronomy Research Laboratory).A imagem revela os detalhes impressionantes da nebulosa planetária, que fica a cerca de 1.500 anos-luz da Terra, na constelação de Touro. Um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, o que equivale a 9,46 trilhões de quilômetros (5,88 trilhões de milhas) — o que significa que a luz retratada na imagem foi emitida há cerca de 1.500 anos.As nebulosas planetárias recebem esse nome porque, quando observadas através de um pequeno telescópio, assemelham-se a planetas. Esses objetos celestes se formam quando estrelas moribundas ejetam suas camadas externas. Esse desprendimento cria uma região de poeira e gás ao redor do núcleo da estrela — uma anã branca.“Elas têm formas próprias e distintas. São objetos realmente espetacularmente belos e frequentemente apresentam estruturas muito complexas, porém simétricas”, disse Rector, professor de física e astronomia da Universidade do Alasca em Anchorage.A imagem impressionante permite aos cientistas observar como um sistema binário é afetado quando uma estrela chega ao fim de sua vida antes da outra.Veja descobertas astronômicas de 2026 Trocar imagemTrocar imagem 1 de 31 Descobertas de 2026 - (1): Astrônomos do Observatório Europeu do Sul identificaram uma "onda de choque" em torno de uma estrela morta. O fenômeno foi formado a partir de uma colisão entre o gás e a poeira ejetados pela estrela morta RXJ0528+2838, e foi identificado com auxílio do VLT (Very Large Telescope) • ESO/K. Iłkiewicz and S. Scaringi et al. Background: PanSTARRS Trocar imagemTrocar imagem 2 de 31 Descobertas de 2026 - (2): A lua Europa, de Júpiter, está na lista restrita de lugares do nosso Sistema Solar considerados promissores na busca por vida além da Terra, com um grande oceano subterrâneo que se acredita estar escondido sob uma camada externa de gelo. No entanto, novas pesquisas estão levantando dúvidas. Após modelar as condições de Europa, os pesquisadores concluíram que seu assoalho rochoso provavelmente é mecanicamente forte demais para permitir esse tipo de atividade. • Nasa/JPL-Caltech/SETI Institute Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 31 Descobertas de 2026 - (3): O vento solar, em combinação com o campo magnético da Terra, tem transportado partículas da atmosfera do nosso planeta para a superfície da Lua há bilhões de anos, revela pesquisa da Universidade de Rochester • Shubhonkar Paramanick/Universidade de Rochester Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 31 Descobertas de 2026 - (4): Astrônomos podem ter descoberto um tipo de objeto até então desconhecido, apelidado de "Cloud-9", que pode lançar luz sobre a matéria escura. Pesquisa publicada no periódico The Astrophysical Journal Letters mostra que Cloud-9 é uma nuvem de matéria escura que pode ser um remanescente da formação de galáxias nos primórdios do universo • NASA/ESA/VLA/Gagandeep Anand/Alejandro Benitez-Llambay/Joseph DePasquale Trocar imagemTrocar imagem 5 de 31 Descobertas de 2026 (5) - Um objeto vindo do espaço chocou-se com a Terra há cerca de seis milhões de anos, espalhando fragmentos pelo Brasil. Somente agora, em 2026, a ciência conseguiu confirmar o evento, que deu origem a pedaços de vidro conhecidos como tectitos. • Álvaro Cóstra/Unicamp Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 6 de 31 Descobertas de 2026 (6) - Observações realizadas peloTelescópio Espacial James Webb identificaram centenas de pequenos objetos avermelhados em imagens profundas do Universo primitivo. Um estudo liderado por Rusakov et al., publicado na revista Nature em janeiro, apresentou uma nova interpretação para esses objetos. De acordo com os autores, os LRDs correspondem a buracos negros em fase inicial de crescimento • Reprodução NASA, ESA, CSA, STScI, JWST; Dale Kocevski (Colby College) Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 7 de 31 Descobertas de 2026 (7) - Os astrônomos há muito tempo buscam indícios de que uma estrela companheira oculta se encontra fora de vista perto da supergigante vermelha Betelgeuse. Agora, eles descobriram uma nova evidência: um rastro semelhante ao deixado por um barco, atravessando a atmosfera superior de Betelgeuse, provavelmente formado pela companheira invisível • Elizabeth Wheatley/ESA/NASA Trocar imagemTrocar imagem 8 de 31 Descobertas de 2026 (8) - Uma equipe internacional de astrônomos revelou a descoberta de uma estrutura inédita de ferro ionizado no interior da Nebulosa do Anel. Os cientistas detectaram a "barra" estreita que emite luz especificamente através de átomos de ferro • Telescópio Espacial James Webb Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 9 de 31 Descobertas de 2026 (9) - Uma equipe de astrônomos, com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter Array), um rádio-observatório que fica no Chile, conseguiu registrar em alta resolução 24 discos de detrito em torno de estrelas. Os anéis fotografados fazem parte da Cintura de Kuiper, que fica no mesmo Sistema Solar da Terra, depois de Netuno.  • Divulgação/ESO Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 10 de 31 Descobertas de 2026 (10) - Astrônomos registraram um dos exemplos mais impressionantes já vistos no espaço após observarem a presença de um buraco negro “renascido” após 100 milhões de anos em inatividade em uma cena comparada à erupção de um “vulcão cósmico”. Segundo o estudo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, o fenômeno foi observado no centro da galáxia J1007+3540 • LOFAR/Pan-STARRS/S. Kumari et al. Trocar imagemTrocar imagem 11 de 31 Descobertas de 2026 (11) - Conceito artístico do exoplaneta candidato HD 137010 b, apelidado de "Terra fria" por ser um possível planeta rochoso ligeiramente maior que a Terra, orbitando uma estrela semelhante ao Sol a cerca de 146 anos-luz de distância • NASA/JPL-Caltech/Keith Miller (Caltech/IPAC) Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 12 de 31 Descobertas de 2026 (13) - Uma molécula de 13 átomos contendo enxofre (como pode ser visto nesta ilustração) foi descoberta no espaço interestelar pela primeira vez. Os pesquisadores consideram a descoberta um "elo perdido" na compreensão das origens cósmicas da química da vida. • Divulgação/ MPE/NASA/JPL-Caltech Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 13 de 31 Descobertas de 2026 (14) - Júpiter é, sem dúvida, o maior planeta do nosso Sistema Solar. No entanto, uma recente descoberta mostrou que ele não é tão grande assim — por uma margem muito pequena — quanto os cientistas pensavam. Segundo as observações de Juno, Júpiter tem um diâmetro equatorial de 142.976 km (88.841 milhas), aproximadamente 8 km (5 milhas) menor • Nasa Trocar imagemTrocar imagem 14 de 31 Descobertas de 2026 (15) - Cientistas estão monitorando o comportamento de um buraco negro supermassivo que apresenta hábitos alimentares específicos desordenados. Usando principalmente radiotelescópios no Novo México e na África do Sul, eles acompanham o buraco negro, localizado no centro de uma galáxia muito além da Via Láctea, enquanto ele continua a expelir um jato de material em alta velocidade após rasgar e devorar uma estrela que cometeu o erro de se aproximar demais • Nasa Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 15 de 31 Descobertas de 2026 (16) - Uma nova análise de dados de radar de Vênus, obtidos pela sonda Magellan da Nasa na década de 1990, indicou a presença de uma cavidade subterrânea criada por um fluxo de lava, a primeira estrutura subterrânea já detectada no planeta vizinho da Terra • Divulgação/RSLab, University of Trento Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 16 de 31 Descobertas de 2026 (17) - Imagine todos os oceanos da Terra, que cobrem cerca de 70% do planeta e são compostos principalmente de hidrogênio. Agora multiplique isso por nove. Essa pode ser a quantidade de hidrogênio no núcleo da Terra, relataram cientistas na revista Nature Communications. • Tumeggy/Science Photo Library RF/Getty Images Trocar imagemTrocar imagem 17 de 31 Descobertas de 2026 (18) - Pesquisadores rastrearam uma estrela grande e brilhante que, em seus estertores, praticamente desapareceu de vista ao se transformar em um buraco negro sem explodir. Agora, ela só é detectável devido a um brilho sutil causado pelo aquecimento do gás e da poeira remanescentes, que são sugados pela força gravitacional irresistível do buraco negro recém-nascido. A estrela, chamada M31-2014 - DS1, estava localizada na Galáxia de Andrômeda • Keith Miller, Caltech/IPAC – SELab Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 18 de 31 Descobertas de 2026 (19) - Um sistema exoplanetário a cerca de 116 anos-luz da Terra pode mudar completamente a forma como os planetas se formam. Quatro planetas orbitam LHS 1903 — uma estrela anã vermelha, o tipo mais comum de estrela no Universo — e estão dispostos em uma sequência peculiar. • Reprodução/ESA Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 19 de 31 Descobertas de 2026 (20) - Uma vista de Saturno e Titã, a maior lua do planeta, capturada pela sonda Cassini. Pesquisadores sugerem que uma colisão antiga da maior lua de Saturno com outro corpo celeste pode ter dado origem aos anéis • NASA/JPL-Caltech/Instituto de Ciências Espaciais Trocar imagemTrocar imagem 20 de 31 Descobertas de 2026 (21) - A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou uma impressionante fotografia do cometa interestelar 3I/ATLAS. Foi o primeiro registro de Juice da passagem do cometa. • ESA/JUICE/JANUS Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 21 de 31 Descobertas de 2026 (22) - Corpos celestes com formato semelhante a “bonecos de neve” são mais comuns no Sistema Solar do que se imaginava. A forma curiosa, marcada por dois blocos unidos, é resultado da fusão lenta de objetos menores no início da formação planetária. O exemplo mais conhecido é Arrokoth, visitado em 2019 pela sonda New Horizons • Reprodução/Google Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 22 de 31 Descobertas de 2026 (23) - Astrônomos identificaram uma galáxia tão tênue que é quase invisível — uma descoberta que pode ajudar a lançar luz sobre uma das substâncias mais elusivas do Universo. Os pesquisadores encontraram a Candidate Dark Galaxy-2, ou CDG-2, usando o Telescópio Espacial Hubble, e acreditam que ela seja composta por pelo menos 99,9% de matéria escura • Li (utoronto), Ima/ESA/NASA Trocar imagemTrocar imagem 23 de 31 Descobertas de 2026 (24) - Astrônomos afirmam que os misteriosos “pequenos pontos vermelhos” observados pelo Telescópio Espacial James Webb podem ser estrelas gigantes do início do Universo, e não buracos negros, como se pensava inicialmente • Bangzheng “Tom” Sun Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 24 de 31 Descobertas de 2026 (25) - Cientistas obtiveram o mapa mais completo e de alta resolução do gás frio no centro da Via Láctea, que contém a matéria-prima a partir da qual estrelas e planetas são formados. As informações da imagem podem ajudar os astrônomos a entender a origem do nosso sistema solar. A imagem é fruto de um esforço internacional de quatro anos, utilizando um dos telescópios mais potentes da Terra, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, ou ALMA, um conjunto de mais de 50 antenas de rádio espalhadas por um planalto nos Andes chilenos • ALMA(ESO/NAOJ/NRAO)/S. Longmore/D. Minniti et al. Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 25 de 31 Descobertas de 2026 (26) - Uma intensa bola de fogo cortou o céu na Europa por volta de 14h55 do domingo (8/3), deixando um rastro de fumaça. O brilho foi de aproximadamente seis segundos, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA). O registro foi observado por muitas pessoas na Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo e Holanda. • AllSky7/ESA Trocar imagemTrocar imagem 26 de 31 Descobertas de 2026 (27) - Uma supernova superluminosa envolvendo uma estrela enorme em uma galáxia a cerca de um bilhão de anos-luz da Terra está agora ajudando os cientistas a resolver esse mistério. Os pesquisadores determinaram que ela se tornou extremamente brilhante porque a explosão deixou para trás um magnetar , um remanescente estelar extremamente compacto e de rotação rápida, com um campo magnético imensamente poderoso • Joseph Farah and Curtis McCully Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 27 de 31 Descobertas de 2026 (28) - Um estudo publicado na revista científica Astronomy & Astrophysics sugere que o Sol pode não estar exatamente em seu local de origem. De acordo com os pesquisadores, a estrela do Sistema Solar pode ter nascido em uma região mais próxima do centro da Via Láctea e migrado ao longo de bilhões de anos até a posição atual. • Nasa Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 28 de 31 Descobertas de 2026 (29) - Astrônomos identificaram um possível novo tipo de planeta fora do Sistema Solar, com interior derretido e atmosfera rica em enxofre. O objeto, chamado L 98-59 d, fica a cerca de 35 anos-luz da Terra e foi analisado com dados do telescópio espacial James Webb Space Telescope e de observatórios em solo. O interior do planeta pode ser formado por rocha derretida, semelhante à lava • Mark A. Garlick Trocar imagemTrocar imagem 29 de 31 Descobertas de 2026 (30) - Uma supernova - a morte explosiva de uma estrela - é sempre violenta, lançando material para o espaço e geralmente deixando para trás um remanescente estelar compacto, como uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. Mas algumas supernovas envolvendo as maiores estrelas do cosmos podem ser tão imensamente poderosas que não deixam absolutamente nada para trás • Universidade Monash Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 30 de 31 Descobertas de 2026 (31) - Observações diárias por satélite revelaram um aumento contínuo do brilho noturno em todo o mundo devido à iluminação artificial, com importantes variações regionais, incluindo um aumento na África Subsaariana e no Sudeste Asiático, juntamente com uma redução deliberada na Europa, motivada por preocupações com a conservação de energia e a poluição luminosa. • Reuters Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 31 de 31 Descobertas de 2026 (32) - Uma nova imagem revela um objeto celeste deslumbrante — uma estrela, emparelhada com outra, em processo de morte, que se assemelha a uma bola de cristal. Cientistas capturaram a imagem da NGC 1514, apelidada de Nebulosa Bola de Cristal, com o Espectrógrafo Multiobjeto Gemini. O instrumento está instalado no telescópio Gemini Norte, localizado em Maunakea, um vulcão adormecido no Havaí. • Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA visualização default visualização full visualização gridUm sistema de duas estrelasA Nebulosa Bola de Cristal contém um sistema estelar binário: duas estrelas que se formaram próximas uma da outra ao mesmo tempo e orbitam uma à outra. Mais da metade das estrelas em nossa galáxia fazem parte de sistemas multiestelares, de acordo com a NASA .“A primeira estrela está expelindo suas camadas externas. A outra estrela, simplesmente por orbitar ao redor da primeira, intensifica as coisas e cria essas belas formas complexas”, disse Rector.As cores da nebulosa parecem vívidas devido a um filtro no espectrógrafo que permite a passagem de comprimentos de onda específicos de luz, correspondentes a tipos específicos de gás. Os tons avermelhados provêm do hidrogênio quente e o azul brilhante do oxigênio quente, que são tipicamente os gases mais abundantemente produzidos por nebulosas planetárias.O astrônomo germano-britânico William Herschel, que cunhou a expressão “nebulosa planetária” ao notar o formato semelhante ao de um planeta desses objetos, avistou pela primeira vez a Nebulosa Bola de Cristal em 1790.Nesse sistema binário, uma estrela leva nove anos para orbitar a outra, o que é um tempo relativamente longo, segundo Rector, e é parte da razão pela qual essa nebulosa planetária tem um formato incomum, semelhante a uma nuvem.À medida que a estrela em órbita se move, ela agita a camada de gás que se expande ao redor de sua companheira, o que cria a forma da nebulosa — semelhante à maneira como o algodão-doce gira para formar sua nuvem de açúcar, disse Rector.Aprendendo com as observações da Nebulosa Bola de CristalJan Cami, professor de física e astronomia da Western University em London, Ontário, compara as nebulosas planetárias a borboletas devido à diversidade de cores e formas. Ele não participou do trabalho que gerou a nova imagem.A aparência de uma nebulosa pode mudar quando se utilizam telescópios que operam em diferentes comprimentos de onda.“Se você observar o mesmo objeto com o Telescópio Espacial James Webb, juraria que está vendo um objeto completamente diferente”, disse Cami. “É um dos motivos pelos quais estudamos esses objetos em diferentes comprimentos de onda.”Embora Herschel tenha descoberto essa nebulosa há mais de dois séculos, os cientistas ainda a observam e aprendem com ela. Com o avanço da tecnologia, os telescópios conseguem captar detalhes e capturar imagens de maior qualidade.As nebulosas planetárias têm uma fase de morte relativamente curta — cerca de 10.000 anos. Esse breve período, em termos astronômicos, permite que os cientistas observem os objetos celestes à medida que chegam ao fim de sua vida, de acordo com Cami.“Daqui a 10 ou 20 anos, você poderá ver a temperatura da estrela central mudando, verá que tipo de efeito isso tem na nebulosa. E poderá ver como esse material está se expandindo para o espaço, fornecendo informações sobre a velocidade com que a estrela está perdendo massa”, disse Cami. “É por isso que é interessante continuar monitorando-as a cada dois anos, mais ou menos.”Essas imagens fascinantes são empolgantes para todos, até mesmo para os astrônomos que olham pelos telescópios e encontram corpos celestes até então desconhecidos o tempo todo.“Já vi muitas imagens e, em algum momento, você pensa: ‘Provavelmente já vi a maior parte disso’, e então você se depara com algo assim e pensa: ‘Meu Deus, é espetacular de novo'”, disse Cami.