Após novo ataque russo, EUA aprovam venda de munições à Ucrânia

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O Departamento de Estado dos EUA aprovou, nesta quinta-feira (28) uma potencial venda de munições aéreas e equipamentos relacionados para a Ucrânia por um custo estimado de US$ 825 milhões, informou o Pentágono.Os principais contratantes da venda são a Zone 5 Technologies e a CoAspire.A medida acontece após as forças russas lançarem um ataque em larga escala com drones e mísseis contra Kiev, matando 18 pessoas, ferindo dezenas e destruindo prédios residenciais em sete distritos.O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que o ataque, que também matou quatro crianças, mostrou ao mundo a resposta da Rússia à diplomacia em meio aos esforços do presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar a guerra.“A Rússia escolhe a balística em vez da mesa de negociações”, disse Zelensky em post na rede social X, pedindo novas sanções à Rússia.O Kremlin também se pronunciou nesta quinta-feira (28), afirmando que segue interessado em prosseguir com as negociações de paz no leste europeu, apesar do grande e mortal ataque na Ucrânia.Questionado sobre se havia contradição entre o desejo declarado de Moscou de progredir nas negociações de paz e a ofensiva, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou a repórteres que os dois lados continuavam a se atacar, mas que a Rússia ainda estava interessada em atingir seus objetivos por meio da diplomacia. Leia mais Europeus iniciam processo de imposição de sanções da ONU ao Irã Venezuelanos minimizam tensão com os Estados Unidos: "Teatro puro" Trump "não está feliz", mas "não está surpreso" com ataque da Rússia a Kiev Entenda a guerra na UcrâniaA Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares. Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.