EUA investigam massacre em escola católica como crime de ódio e terrorismo doméstico

Wait 5 sec.

O governo dos Estados Unidos anunciou que investigará o ataque a tiros ocorrido na escola católica Annunciation, em Minneapolis (Minnesota), como crime de ódio e ato de terrorismo doméstico. O atentado deixou duas crianças mortas e 17 pessoas feridas na manhã de quarta-feira (27). Segundo a Casa Branca, o FBI ficará responsável pela análise do caso, apurando inclusive se o suspeito tinha, de fato, identidade transexual. A informação foi confirmada pela porta-voz Karoline Leavitt, que também condenou críticas feitas por Jen Psaki, apresentadora da MSNBC e ex-porta-voz dos ex-presidentes Barack Obama e Joe Biden. Psaki questionou o hábito de líderes republicanos de oferecer “orações” diante das tragédias sem discutir políticas de controle de armas. Para Leavitt, tais comentários foram “desrespeitosos” com quem acredita na oração.Os EUA possuem a maior taxa de armas per capita do mundo e resistem historicamente à adoção de legislações mais rígidas, mesmo diante de números alarmantes: já são 286 tiroteios registrados em 2025. O atirador foi identificado como Robin Westman, de 23 anos, que abriu fogo durante uma missa na escola antes de se suicidar. De acordo com a polícia local, Westman havia se declarado transexual. Tanto a secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, quanto o diretor do FBI, Kash Patel, classificaram o autor como um “monstro”.Investigações apontam que, antes do ataque, Westman publicou vídeos no YouTube em que fazia ameaças a Donald Trump, comentários antissemítas e alertava que atacaria uma escola católica. O material já foi removido da plataforma e integra a investigação federal. Segundo o departamento de saúde de Minnesota, uma criança permanece em estado crítico e outras duas pessoas seguem em estado grave entre os feridos do ataque. Leia também Ataque russo deixa 21 mortos em Kiev e Trump 'não está feliz', diz Casa Branca EUA pedem calma à Dinamarca após denúncias de operações secretas na Groenlândia *Com informações da EFE