Meta é chegar a US$ 30 bi até 2030, diz Lula sobre comércio com a Índia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que espera dobrar o comércio com a Índia até 2030. Hoje as relações entre os dois países alcançam US$ 15 bilhões de dólares anuais. “O [Narendra] Modi (primeiro-ministro indiano) defendeu que a gente chegue a US$ 20 bilhões até lá, mas eu acho que é pouco. Nossa meta é chegar a US$ 30 bilhões”, afirmou Lula. Leia Mais Embraer e Adani Defence ampliam acordo para montagem do jato E175 na Índia Vale fecha acordo bilionário de minério de ferro com estatal indiana Em acordo com Índia, Brasil busca independência em minerais críticos Segundo o presidente, o potencial econômico das duas nações é muito forte. A declaração foi dada numa coletiva de imprensa em Nova Delhi, pouco antes do presidente partir rumo a Coreia do Sul.Lula fez questão de ressaltar que o Brasil também está aberto a outros mercados. “Não temos preferência comercial. O Brasil tem interesses comerciais. E isso está aberto a todos. A importante é que a boa relação comercial é aquela que você dá e recebe”.Lula chegou à Índia no dia 18 de fevereiro para uma viagem de oito dias pela Ásia. O presidente está acompanhado de uma comitiva composta de 11 ministros, quatro parlamentares e outras autoridades. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, embarcou com o presidente, mas seguiu viagem direto para Seul, capital da Coreia do Sul, onde Lula também cumpre agenda a partir do dia 23 de fevereiro.A viagem acontece no momento de maior proximidade na relação entre Brasil e Índia, tanto no campo geopolítico como econômico.Nos últimos dois anos, aumentou o número de missões empresariais brasileiras no país asiático, e também se intensificaram projetos conjuntos em defesa, ciência, tecnologia e inovação.A economia indiana cresce em ritmo acelerado, de mais de 6% ao ano, em média nos últimos cinco anos, e o país se consolida como um dos principais polos industriais e tecnológicos do mundo em desenvolvimento.Os dois países também estão sendo cada vez mais assertivos no cenário geopolítico, defendendo posições similares, por exemplo, com relação à defesa do multilateralismo, do livre comércio e na tentativa de ampliar o peso do chamado Sul global em todos os fóruns internacionais.