Relator do caso Master, Mendonça alerta para perigos do poder: ‘Tentação do diabo’

Wait 5 sec.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, fez um alerta sobre os perigos do poder e do dinheiro durante um culto no domingo (22). Durante a pregação, o ministro disse ser legítimo querer cargos importantes, como ser prefeito, governador ou juiz. No entanto, ele avisou que essas posições exigem honestidade para não cair no que chamou de “tentação do diabo”.“O poder político e institucional é uma bênção de Deus se guiado por Deus. Mas, quando nossos corações se colocam não segundo os princípios e os valores de Deus para agir pelo bem do povo, nós estamos nos curvando à tentação do diabo”, afirmou.Mendonça é o novo responsável pelo processo do Banco Master no STF. A fala ocorreu na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo.Ao se referir às pessoas que trabalham ou desejam trabalhar no governo e na justiça, Mendonça pediu atenção com o que descreveu como “pequenas bananas” e “pequenas propostas sutis”. Segundo o ministro, aceitar pequenas vantagens pode levar a erros graves. Ele aconselhou as pessoas a não buscarem fama a qualquer custo e a recusarem oportunidades que não sejam corretas.O discurso acontece logo após Mendonça assumir a relatoria do caso Banco Master, no lugar do ministro Dias Toffoli. O processo ocorre em meio a suspeitas sobre a atuação de outros ministros, como Toffoli e Alexandre de Moraes, em situações ligadas ao banco.Reunião com a PFEm relação ao caso Master, André Mendonça convocou a Polícia Federal para uma reunião nesta segunda-feira (23). A informação foi confirmada pela Jovem Pan.Na quinta-feira (19), Mendonça manteve o caso em sigilo, mas aumentou a quantidade de pessoas com acesso às investigações dentro da Polícia Federal. Além disso, deu mais autonomia para a corporação conduzir o caso. Com a nova decisão, a PF fica autorizada a ampliar o número de policiais com acesso aos dados e capacidade de elaborar relatórios sobre os conteúdos do que for encontrado.A PF pediu que as extrações, indexações e análises “sigam o fluxo o ordinário de trabalho pericial da Instituição, com distribuição regular das demandas entre os peritos. Também solicitou que, após as perícias, mantenha a “custódia integral dos bens apreendidos nos depósitos da Polícia Federal”.Substituição na relatoriaNo dia 12 de fevereiro, Mendonça substituiu Dias Toffoli na relatoria do caso Master após o ministro deixar o cargo. O atual relator foi sorteado para assumir a função. A Jovem Pan apurou que Toffoli argumentou aos colegas que não via motivos para deixar a relatoria do caso, mas se viu isolado e acabou cedendo.Toffoli foi citado diversas vezes no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Máster, segundo relatório da PF. Por esse motivo, a PF pediu ao presidente do STF a arguição de suspeição de Toffoli. Ou seja, que o ministro seja declarado “suspeito” para atuar no processo. Leia também Deputado pede moção de repúdio na Câmara contra TJ-MG após caso de estupro de criança Fim da escala 6x1 elevaria custo na economia em até R$ 267,2 bi por ano, diz CNI