Riachuelo (RIAA3): JP Morgan vê possível follow-on com bons olhos e diz o que fazer com as ações

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A Riachuelo (RIAA3) está preparando uma oferta primária subsequente de ações, conhecido como follow-on, em uma operação que pode levantar entre R$ 400 e R$ 500 milhões, segundo fontes ouvidas pelo NeoFeed.De acordo com o portal, o principal intuito é aumentar o free float (ações livres em circulação) da varejista, elevar a liquidez na B3, além de reforçar a capacidade de investir em verticais em expansão e manter o plano de abertura de lojas que está no radar para este ano.Analistas do JP Morgan destaca que o valor estimado para a oferta  representaria de 8% a 10% do atual valor de mercado da companhia e, após a oferta, o free float passaria de 17% para algo entre 22% e 24%, considerando um preço médio por ação de R$ 10,50.“É importante destacar que, após essa operação, a companhia passaria a cumprir o requisito mínimo de 20% de free float exigido pelo segmento Novo Mercado da B3”, diz o banco.No pregão desta segunda-feira (23), as ações caíam 3,09%, a R$ 10,34, por volta de 14h25. Acompanhe o tempo real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "RIAA3", "RIAA3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "e7572dd"} ); Procurada pelo Money Times, a Riachuelo não se posicionou sobre o follow-on.Movimento é positivo?O JP Morgan vê o possível movimento como já aguardado pelo mercado, uma vez que o tema vem rondando as notícias. Em linhas gerais, o banco vê com bons olhos o aumento da liquidez das ações, pois deve ajudar na atração de novos investidores para a base acionária.“Em relação ao balanço, destacamos que os níveis de alavancagem estão sob controle, mas os recursos da oferta devem ajudar a reduzir o risco do plano de expansão e, principalmente, do processo de reforma das lojas, que é parte central da tese de aumento da produtividade por área de vendas”, dizem os analistas.Ainda assim, alguns podem questionar por que a companhia não reteve parte dos recursos provenientes da venda do shopping Midway, no valor de R$ 1,6 bilhão, que foram distribuídos aos acionistas.O JP Morgan mantém a recomendação Overweight (equivalente à compra) para RIAA3, vendo uma boa história “bottom-up” de execução interna, que deve entregar um CAGR (taxa de crescimento anual composta, em português) de lucro por ação de +17% em cinco anos.O horizonte da RiachueloPara 2026, a Riachuelo está com a expansão de lojas no radar. Em um ano voltado para expansão, a ambição é de abrir entre 15 e 20 lojas.Em 2024, o CFO da companhia, Miguel Cafruni, recorda que houve a abertura de apenas uma Riachuelo, localizada em Cascavel, no Paraná. Já em 2025, oito novas lojas foram abertas.“Fizemos um estudo profundo, a nível Brasil, para identificar onde cabe uma Riachuelo […] Vimos um potencial de 150 a 200 lojas. Isso numa ambição, não é para amanhã e não é para o próximo ano, mas é ao longo dessa transformação e dessa trajetória”, disse em entrevista ao Money Times.Segundo Cafruni, ainda há muito o que capturar e foco em aperfeiçoar o modelo operacional na fábrica, localizada no Rio Grande do Norte.Do lado da financeira, o foco está em expandi-la cada vez mais para além do apoio ao consumo no varejo, buscando consolidá-la com outros produtos que eventualmente gerem até mais retorno do que o próprio consumer finance.LEIA MAIS: ‘Não é uma aventura, não é algo que começou ontem’, diz CFO da Riachuelo sobre resultados históricos