De olho na privatização, Copasa (CSMG3) emite R$ 2 bilhões em debêntures e escolhe bancos para oferta secundária

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A Copasa (CSMG3) anunciou ao mercado mais uma emissão de debêntures, em meio ao andamento do seu processo de privatização. A companhia também divulgou quais os bancos responsáveis por estruturar a oferta de ações que pode levar à desestatização.A 22ª emissão de debêntures será no valor de R$ 2 bilhões. De acordo com o comunicado divulgado ao mercado na noite de sexta-feira (20), as debêntures serão simples, não conversíveis em ações, e com valor nominal unitário de R$ 1 mil.A emissão dos papéis ocorrerá em 15 de março de 2026, com exclusividade para investidores profissionais e com vencimento em 10 anos.Nesta segunda-feira (23), a companhia realizou uma assembleia geral de acionistas, que aprovou a criação da classe especial de ações, que dá ao estado uma golden share, ação com poder de veto em decisões estratégicas.A proposta ainda prevê que o governo mineiro possa vender até a totalidade de sua participação na empresa e os recursos sejam usados para pagar a dívida do estado com a União.Privatização no radarTambém na última sexta (20), a companhia de saneamento informou que seu acionista controlador, o estado de Minas Gerais, definiu os coordenadores globais da possível oferta secundária de ações (follow-on).Estão entre as instituições financeiras selecionadas o Banco BTG Pactual, como coordenador líder, além do Itaú BBA, o Bank of America, o Citigroup e o UBS BB Corretora.Embora a companhia já tenha selecionado os coordenadores, nenhuma oferta pública está em andamento no momento. Isso porque o processo ainda depende de aprovações societárias e de credores, de condições macroeconômicas e de mercado favoráveis, assinatura de contratos e cumprimentos de procedimentos regulatórios.Ainda assim, o comunicado dá sinais de um avanço na privatização da empresa, discutida há oito anos e que ganhou tração a partir do final de 2025.Vale recordar que a desestatização da Copasa teve aprovação pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais em dezembro de 2025. O objetivo da operação é transformar a empresa em uma corporation, um modelo no qual o controle da companhia é pulverizado e não há um único “dono”.Mesmo com o capital diluído, o estado de Minas Gerais, que hoje tem 50,03% das ações, continuará tendo poder sobre decisões estratégicas.Ações da CopasaNos últimos 12 meses, as ações da Copasa (CSMG3) valorizaram quase 160%. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "CSMG3", "CSMG3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "1720b2d"} ); Mesmo com um desempenho acumulado expressivo, analistas veem com bons olhos o potencial lucrativo dos papéis com o processo de privatização.O JP Morgan, por exemplo, passou a recomendar a compra das ações no início de fevereiro (2), motivado pelo avanço da desestatização.Os analistas do banco revisaram o preço-alvo dos papéis, de R$ 30 para R$ 66 – na cotação atual, uma estimativa de valorização de 12,7%.Outras instituições financeiras também enxergam espaço para buscar lucros com o papel, como é o caso do BTG Pactual e o Itaú BBA, que recomendam a compra.