Ibovespa (IBOV) abre em queda de 0,17% com Focus e tarifas no radar; 5 coisas para saber antes de investir hoje (23)

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O Ibovespa (IBOV) abriu o pregão desta segunda-feira (23) em queda, com as projeções do Relatório Focus e as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos no radar do mercado.Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira caía 0,17%, aos 190.255 pontos. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "IBOV", "IBOV" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "ade6f8f"} ); O dólar à vista operava com viés de alta ante o real, com investidores atentos aos desdobramentos da nova ofensiva comercial do presidente dos EUA. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,1814 (0,10%).Day trade: Compre Allos (ALOS3) e venda Iguatemi (IGTI11) para ganhar até 1,44%5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (23)1 – Relatório FocusEconomistas consultados pelo Banco Central revisaram as projeções do Relatório Focus para 2026, divulgadas nesta segunda-feira (23).A expectativa de inflação medida pelo IPCA caiu ligeiramente, de 3,95% para 3,91%, enquanto os anos seguintes permaneceram estáveis: 3,80%, em 2027, e 3,50%, em 2028 e 2029.A taxa Selic também foi ajustada para baixo em 2026, de 12,25% para 12,13%, com previsões de queda gradual nos anos seguintes, chegando a 9,50% em 2029.O mercado ajustou ainda as projeções para o câmbio e o crescimento econômico. O dólar deve encerrar 2026 cotado a R$ 5,45, ante R$ 5,50 anteriormente, mantendo-se em R$ 5,50 até 2028 e subindo levemente para R$ 5,52 em 2029.Para o PIB, a expectativa é de crescimento de 1,82% em 2026, ligeiramente acima da projeção anterior, de 1,80%, com estabilidade de 1,80% em 2027 e avanço de 2% nos dois anos seguintes.2 – Natura (NATU3)A Natura anunciou que fechou um acordo para encerrar definitivamente um processo envolvendo a Avon nos Estados Unidos, mediante pagamento de US$ 67 milhões.O caso se referia a uma sentença de primeira instância desfavorável à Avon relacionada a alegações de contaminação por amianto em produtos de talco, com o valor atualizado da condenação estimado em cerca de US$ 68,8 milhões.O desembolso ocorrerá em 6 de março e será parcialmente compensado por recebimentos recentes da empresa: US$ 22 milhões da venda da Avon Card e 26,9 milhões de euros da venda da Avon Rússia.3 – Telefônica Brasil (VIVT3)A Telefônica Brasil, dona da Vivo, registrou lucro líquido de R$ 1,88 bilhão no 4T25, alta de 6,5% ante o mesmo período de 2024, superando a expectativa de R$ 1,73 bilhão. O Ebitda cresceu 8,1%, chegando a R$ 6,70 bilhões, enquanto a receita líquida subiu 7,1%, totalizando R$ 15,61 bilhões, impulsionada por receitas de pós-pago, fibra, dados corporativos, TIC e serviços digitais.A receita de serviços móveis avançou 7%, com crescimento no segmento pós-pago, enquanto a pré-pago caiu 3,9%. O faturamento de rede fixa cresceu 5,4%, beneficiado pela expansão de FTTH, dados corporativos e serviços digitais, com a base de casas atendidas por fibra chegando a 31 milhões em 453 cidades.Além dos resultados, a companhia anunciou um novo programa de recompra de até 42,9 milhões de ações, com valor máximo de R$ 1 bilhão, e propôs uma redução de capital de R$ 4 bilhões, que será votada em Assembleia Geral Extraordinária em 12 de março. Caso aprovada, a redução devolverá recursos aos acionistas em 14 de julho de 2026, no valor de R$ 1,2517 por ação, sujeito a ajustes devido à recompra de ações.A Telefônica também divulgou as datas de pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) referentes aos trimestres de 2025.4 – Banco Pine (PINE4)O Banco Pine anunciou um follow-on, com emissão inicial de 21,86 milhões de ações preferenciais e opção de acréscimo de até 45,45% (9,94 milhões), destinado a investidores profissionais e com prioridade para acionistas.Considerando o preço indicativo de R$ 12,58, a oferta pode levantar entre R$ 275 milhões e R$ 400 milhões, dependendo da execução da parcela adicional.A precificação será definida via bookbuilding em 3 de março, e a operação contará com coordenação de Itaú BBA, BTG Pactual, Bradesco BBI, XP e Safra, incluindo colocação no exterior para investidores qualificados.5 – Novas tarifasO Brasil deve ser um dos principais beneficiados pelo novo regime global de tarifas anunciado por Donald Trump, após a Suprema Corte dos EUA declarar ilegais grande parte das taxas aplicadas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Inicialmente fixadas em 10%, as tarifas foram elevadas para 15% e entram em vigor em 24 de fevereiro, com validade de 150 dias.O estudo da Global Trade Alert indica que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais, seguido pela China, enquanto países aliados históricos dos EUA, como Reino Unido, União Europeia e Japão, serão mais penalizados.O novo regime também beneficia fabricantes asiáticos do Vietnã, Tailândia e Malásia, especialmente nos setores de vestuário, móveis, brinquedos e plásticos. Por outro lado, o Reino Unido, Itália e França devem enfrentar aumento das tarifas em diversos produtos.*Com informações da Reuters