Brasil é top 3 em ataques de ransomware, diz relatório

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O Brasil está entre os três países com maior volume de detecções de ransomware no mundo, segundo o “Relatório de Ciberameaças da Acronis – 2º Semestre de 2025: De exploits à IA maliciosa”. O estudo foi divulgado pela Acronis e coloca o país atrás apenas de Estados Unidos e Índia no período analisado.Com base em dados de telemetria coletados pela Unidade de Pesquisa de Ameaças da empresa (TRU), o levantamento mostra que o Brasil lidera na América Latina em volume de registros desse tipo de ataque. O relatório também aponta crescimento de campanhas que exploram ferramentas legítimas do ecossistema Microsoft, além do avanço de golpes por e-mail e do uso de inteligência artificial por grupos criminosos.(Imagem: Acronis / Divulgação)Brasil lidera na América Latina em ransomwareDe acordo com o estudo, os ataques baseados em e-mail continuaram em alta no segundo semestre de 2025. O volume médio de incidentes por organização aumentou 16% na comparação anual, enquanto o número de ataques por usuário cresceu 20%.O phishing permaneceu como principal vetor inicial de comprometimento, respondendo por 52% dos ataques direcionados a provedores de serviços gerenciados. Esse tipo de golpe utiliza mensagens fraudulentas para induzir vítimas a fornecer dados confidenciais, como senhas e informações bancárias.(Imagem: Acronis / Divulgação)Abuso de ferramentas legítimas e plataformas de colaboraçãoNo Brasil, houve registro recorrente do uso de ferramentas nativas do Windows em cadeias de ataque. O PowerShell aparece como a aplicação mais explorada por criminosos, padrão também observado nos Estados Unidos e na Alemanha. Segundo o relatório, essa estratégia reduz a necessidade de arquivos maliciosos tradicionais e dificulta a detecção por soluções baseadas apenas em assinatura.O levantamento também identificou crescimento de ameaças em plataformas de colaboração. Globalmente, a proporção desse tipo de ataque passou de 12% em 2024 para 31% em 2025, tendência observada em países com grande base corporativa conectada, como o Brasil.IA passa a integrar operações criminosasO relatório descreve o uso de inteligência artificial em etapas como reconhecimento de alvos, engenharia social e negociação de ransomware. Há registros de sistemas automatizados empregados para gerenciar múltiplas extorsões simultaneamente e para criar conteúdos falsos utilizados em golpes de sequestro virtual.“À medida que as ameaças cibernéticas evoluem em um ritmo acelerado, 2025 mostrou que os atacantes não estão apenas ampliando métodos tradicionais como phishing e ransomware, mas também estão aproveitando a inteligência artificial para agir mais rápido, de forma mais eficiente e em maior escala”, afirmou Gerald Beuchelt, CISO da Acronis.Ele acrescentou que a integração crescente da IA às operações criminosas marca uma nova fase no cenário de cibersegurança e exige que organizações antecipem ameaças e automatizem defesas.(Imagem: Acronis / Divulgação)Leia mais:15 ransomwares para você ficar atentoO que é ransomware e como se protegerAprenda 5 cuidados que você deve ter ao usar Wi-Fi públicoPanorama global e setores mais atingidosNo cenário internacional, o ransomware manteve posição central entre as ameaças monitoradas. Mais de 7.600 vítimas foram divulgadas publicamente por grupos criminosos no segundo semestre de 2025.Os grupos mais ativos foram Qilin, Akira e Cl0p. Já os setores mais afetados incluíram manufatura, tecnologia e saúde, segmentos com alta dependência de disponibilidade operacional.O relatório também destaca riscos ligados a ataques à cadeia de suprimentos e a provedores de serviços gerenciados. Ferramentas de acesso remoto como AnyDesk e TeamViewer foram exploradas em campanhas que impactaram mais de 1.200 vítimas indiretas em nível global.O post Brasil é top 3 em ataques de ransomware, diz relatório apareceu primeiro em Olhar Digital.