A CNC (Confederação Nacional do Comércio) afirmou nesta segunda-feira (23) que o Congresso Nacional “parece não ter ideia” dos impactos econômicos que ocorrerão com as propostas que estão em discussão no Parlamento para o fim da jornada de trabalho 6×1.Para a CNC, os projetos em tramitação consideraram apenas impactos eleitorais, sem um debate mais aprofundado sobre como reduzir a escala de trabalho de modo viável economicamente.Atualmente, três PECs (Proposta de Emenda à Constituição) estão em debate no Congresso. Leia Mais Presidente da CNA diz que fim da escala 6x1 não pode ser "imposição" Oposição busca reagir ao fim da escala 6x1 com meios-termos em propostas Análise: Redução da jornada 6x1 gera pressão por desoneração Apenas agora, após a divulgação de estudos com o impacto financeiro das propostas, na visão da CNC, é que os parlamentares começaram a se preocupar com os efeitos da redução de jornada na economia nacional.As declarações foram dadas por Nara de Deus, diretora de relações institucionais da CNC. Segundo Nara, vários parlamentares estão se mostrando reticentes às atuais propostas exatamente pelo impacto econômico das medidas.Para a CNC, há uma expectativa que o tema seja “melhor debatido” quando chegar ao Senado.“Os senadores estão calados até o momento, não têm comentado sobre esse assunto. Provavelmente no Senado a discussão já será mais adequada”, disse.A PEC mais recente está na Câmara e implementa a jornada 4×3 sem transição (totalizando 36 horas por semana).Também na Câmara, outra proposta já tramita desde 2019 e prevê a diminuição gradual da jornada atual de 44 horas semanais num prazo de 10 anos até alcançar as 36 horas.A proposta mais antiga é do Senado Federal. Ela está pronta para votação no plenário e determina redução imediata para 40 horas semanais (escala 5×2). E nova queda escalonada em quatro anos até 36 horas semanais (4×3).É necessário despolitizar debate da escala 6x1, diz Gesner Oliveira | FECHAMENTO DE MERCADO