Para CEO da Cisco, as pessoas bem-sucedidas em tecnologia têm estas 3 características

Wait 5 sec.

O ritmo de mudanças no Vale do Silício é implacável. Novas ferramentas de IA e grandes modelos de linguagem parecem surgir toda semana, e muitos profissionais sentem a pressão de se requalificar constantemente apenas para não ficar para trás.Mas, segundo o CEO da Cisco, Chuck Robbins, as pessoas que chegam ao topo não são aquelas obcecadas por cada novo lançamento. Em vez disso, elas tendem a compartilhar três características que remetem ao básico.Leia também: A chave para qualquer um faturar com IA, segundo bilionário: ‘Todos precisarão disso’“As pessoas extremamente bem-sucedidas têm essa combinação incrível: entendem a tecnologia, têm alto QE [inteligência emocional] e realmente se importam com a missão da equipe”, disse ele no podcast TBPN no início deste mês.À medida que a concorrência se intensifica na era da IA, Robbins acredita que a colaboração — e não o heroísmo individual — é o que diferencia, em especial, os profissionais de destaque de todos os demais.“Qualquer um que diga que não se importa com o próprio sucesso está mentindo. Mas [é preciso] entender que, quando a equipe tem sucesso, eu vou ter sucesso, então fica fácil para mim focar na equipe.”Esse mantra do trabalho em equipe é algo há muito tempo adotado pela Cisco, mesmo antes de Robbins ocupar a sala da presidência. John Chambers, que foi CEO de 1995 a 2015, disse recentemente que a cultura de equipe pode ser tão importante quanto a estratégia ou a visão.Ele apontou o histórico da Cisco nos anos 1990, quando a empresa ajudou a criar cerca de 10 mil funcionários milionários, como prova de que o sucesso compartilhado pode ser um poderoso motivador.“Há culturas boas. Há culturas duras. Todas funcionam, desde que você seja consistente”, disse Chambers no podcast Thirty Minute Mentors. “Para mim, a cultura é de jogo em equipe: você vence como time e perde como time, e não esperamos perder com muita frequência, então compartilhamos o sucesso das minhas empresas com todos os funcionários de forma mais generosa do que qualquer um já fez.”Líderes de tecnologia apostam alto na inteligência emocionalUma análise do LinkedIn de 2024 constatou que, entre executivos de empresas do S&P 500 e unicórnios com avaliação acima de US$ 1 bilhão, houve um aumento de 31% no número de líderes que passaram a destacar habilidades comportamentais em seus perfis desde 2018. As cinco mais populares incluem condução eficaz de apresentações, pensamento estratégico, comunicação, visão estratégica e resolução de conflitos.Aneesh Raman, diretor de oportunidades econômicas do LinkedIn, apontou cinco pilares-chave de habilidades emocionais que as empresas buscam nos negócios: curiosidade, compaixão, coragem, comunicação e criatividade.“Essas habilidades humanas vão se tornar cada vez mais centrais não apenas para a forma como alguém se torna executivo, mas para o próprio trabalho dos executivos: mobilizar equipes e construir uma empresa centrada nas pessoas”, disse ele à Fortune na época.E Robbins usou a própria carreira como exemplo do poder de uma alta inteligência emocional. Antes de ser nomeado CEO em 2015, ele subiu na hierarquia desde gerente de contas até o topo da liderança. Um de seus segredos não foi pedir promoção — mas deixar que suas habilidades falassem por si — e ser honesto com a realidade.“Eu sempre acreditei que meu trabalho, todos os dias, era uma entrevista”, disse Robbins no podcast How Leaders Lead. “O que eu fazia na minha função diariamente era mostrar que eu era o candidato certo para o próximo cargo.”Executivos como Jamie Dimon, do JPMorgan, e Andy Jassy, da Amazon, abraçam as habilidades humanasRobbins não está sozinho ao enxergar as habilidades humanas como cada vez mais importantes.O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, disse recentemente que, embora a IA vá remodelar a força de trabalho, funcionários que desenvolvem pensamento crítico e habilidades interpessoais continuarão sendo demandados.“Meu conselho para as pessoas seria: pensamento crítico, aprender habilidades, desenvolver seu QE, aprender a se sair bem em uma reunião, a se comunicar, a escrever. Vocês terão muitos empregos”, disse Dimon à Fox News.O CEO da Amazon, Andy Jassy, expressou visão semelhante, argumentando que a curiosidade e o hábito de perguntar “por quê” são essenciais para decompor problemas e destravar a inovação.“Nós perguntamos por quê e por que não, o tempo todo”, escreveu ele em sua carta aos acionistas no ano passado. “Isso nos ajuda a desconstruir problemas, chegar às causas-raiz, entender bloqueios e destravar portas que antes poderiam parecer impenetráveis.”2026 Fortune Media IP LimitedThe post Para CEO da Cisco, as pessoas bem-sucedidas em tecnologia têm estas 3 características appeared first on InfoMoney.