Os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e de Goiás, Ronaldo Caiado, pré-candidatos do PSD à Presidência da República, tentam replicar nacionalmente uma aliança que já existe com o MDB em seus estados. Tanto Leite, quanto Caiado possuem emedebistas como vice-governadores e buscam emplacá-los como seus sucessores nos estados.O próprio presidente do MDB, o deputado Baleia Rossi (SP), já indicou que essa proximidade nos estados facilita a possibilidade de uma aliança entre os partidos em nível nacional. Baleia tem diálogo constante com Eduardo Leite e o vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, é figura influente na legenda.Leia tambémBrasil e Coreia do Sul concordam em ampliar cooperação em minerais e comércioOs presidentes planejam elevar a relação bilateral a uma parceria estratégica e trabalhar juntos para apoiar a estabilidade na Península CoreanaFocus, tarifas, falas do Fed, balanço da Gerdau e mais destaques desta segunda-feiraInfoMoney reúne as principais informações que devem movimentar os mercados nesta segunda-feira (23)O MDB considera as eleições no Rio Grande do Sul e em Goiás como prioritárias para o partido. Além disso, as duas legendas são do mesmo grupo em São Paulo, estado de Baleia, e do presidente do PSD, Gilberto Kassab.Em outro sinal de aproximação entre as siglas, o MDB decidiu aderir à pré-candidatura do prefeito do Rio, Eduardo Paes, a governador do estado.Ainda que não signifique aderência ao projeto nacional do PSD, já que Paes tem proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o MDB do Rio é aliado do senador Flávio Bolsonaro — pré-candidato do PL —, a aliança no segundo maior colégio eleitoral reforça a afinidade entre os partidos.O PSD também tem o governador do Paraná, Ratinho Junior, como pré-candidado. Baleia sinalizou favoravelmente a uma aliança a legenda de Kassab, mas deixou claro que o partido está dividido.“O MDB tem ótima relação com os três (pré-candidatos do PSD à Presidência), que são nossos aliados nos estados há um bom tempo. Sem dúvida, essa aliança estadual aproxima. A parceria no Rio também é importante. Vejo com bons olhos a tentativa de construir uma chapa de centro, como fizemos em 2022. Mas sou presidente do partido, não sou dono. É a convenção que vai decidir e temos alas que preferem outros caminhos”, disse ao GLOBO.Em relação aos projetos locais dos presidenciáveis do PSD, Leite é hoje quem vive a situação mais delicada, já que encontra dificuldades para tornar o vice Gabriel Souza seu sucessor. Por enquanto ainda não há garantia de apoio de outros partidos além do PSD e do MDB, mas as duas legendas tentam fortalecer o nome dele com a intensificação de eventos em que os dois participam juntos, como na entrega de obras, inauguração de equipamentos e presença em festas populares no estado, como a Festa da Uva.Souza tem o desafio de enfrentar pré-candidaturas consideradas mais competitivas, como as de Zucco (PL), Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT).Seus aliados, no entanto, contam como vantagem ele assumir a cadeira de governador a partir de abril, quando Leite deve renunciar para disputar a Presidência ou o Senado, e com a capilaridade do MDB no estado, que possui o segundo maior número de prefeituras, comandando 125 cidades, incluindo a capital Porto Alegre.Já do lado de Caiado a situação local é mais confortável. Seu vice Daniel Vilela tem a possibilidade de receber o apoio do União Brasil e PP, que devem formar uma federação. Mesmo o governador tendo saído do União, ainda mantém influência sobre a sigla em Goiás.Tanto o vice de Caiado, quanto o de Leite possuem assentos na Executiva Nacional do MDB. Vilela também tem assumido protagonismo antecipado na gestão estadual ao intensificar a participação em eventos de entregas de obras.Divisão emedebistaO MDB tem hoje os governos de Alagoas, Pará e Distrito Federal, mas pretende ampliar esse número com a eleição de 2026. A sigla quer manter os comandos de Alagoas e Pará e almeja ampliar a influência estadual no Rio Grande do Sul de Leite, Goiás de Caiado e também na Paraíba e no Amapá, onde devem ser apoiados pelo PSD.Além deles, o governador do Paraná também tem uma relação de proximidade com o MDB. Ele deve escolher um nome do PSD como seu candidato à sucessão no estado, mas o ex-senador Alvaro Dias, que se filiou no fim do ano passado ao MDB, é um dos entusiastas de uma candidatura do PSD à Presidência e se movimenta para ser candidato a senador no grupo de Ratinho.Ao se filiar ao partido, Álvaro Dias indicou que vai trabalhar internamente para que o MDB apoie a pré-candidatura de Ratinho.“Nós, do MDB, temos que rejeitar a proclamada autofagia, eliminando a hipótese da inveja, do oportunismo. Porque há uma liderança estadual que desponta para o Brasil, que é o nosso governador Ratinho Júnior, e nós devemos apoiá-lo.”Por outro lado, a ala governista do MDB ainda tenta garantir que o partido, a despeito de abrigar alas de oposição e que desejam ou apoiar uma candidatura de Flávio Bolsonaro ou do PSD, esteja formalmente na coligação de Lula.Para isso acontecer, no entanto, mesmo governistas dizem que precisará de um sinal claro do petista em ter disposição de colocar alguém do MDB na vice.Um ministro filiado ao MDB diz que no momento atual não há nenhuma negociação envolvendo o partido indicar a vice-presidência e que todas as tratativas feitas hoje são encaradas como especulação. A avaliação é que, dado o perfil dividido na sigla, dificilmente o partido apoiaria formalmente Lula sem ter a vice.Uma opção considerada também é a neutralidade, sem entrar na coligação de nenhum candidato, mas ainda não há clareza sobre qual caminho a legenda vai tomar. Integrantes do partido dizem que o caminho só deverá começar a ficar mais claro quando estiver mais próximo do período das convenções partidárias, que irão definir os candidatos, o que começa em junho.The post Caiado e Eduardo Leite fortalecem vices de olho em atrair MDB nas eleições de outubro appeared first on InfoMoney.