Crise no México por “El Mencho” e possíveis reflexos no Brasil; entenda

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A professora de Relações Internacionais, Ana Carolina Marson, analisou a recente operação militar que resultou na morte de Nemesio “El Mencho”, líder do poderoso Cartel Jalisco Nova Geração, e seus desdobramentos para a segurança no México. Em entrevista ao Live CNN, a especialista destacou que a ação, embora importante no combate ao narcotráfico, desencadeou uma forte reação do cartel, gerando pânico entre a população civil.O Cartel Jalisco Nova Geração era um dos mais poderosos do México, responsável pela exportação de fentanil, cocaína e metanfetamina para os Estados Unidos. A operação contra “El Mencho” foi conduzida pela polícia e pelas Forças Armadas mexicanas, com apoio de inteligência dos Estados Unidos.“Existe sim a necessidade de lidar com o narcotráfico como um todo”, afirmou Ana Carolina, ressaltando a natureza transnacional do problema.A especialista questionou, no entanto, a forma como a operação foi executada, destacando as consequências para a população.“Nós vemos a população civil enfrentando pânico nas ruas, em aeroportos. Acredito que essa operação deveria ter sido feita de forma um pouco mais cuidadosa, justamente para evitar que a população sofresse as consequências dessa ação”, explicou. Leia Mais Saiba quem era "El Mencho" chefe do cartel de Jalisco morto no México Morte de El Mencho no México causa alertas internacionais Caos no México: países emitem alertas após morte de chefe de cartel O papel dos Estados Unidos na operaçãoSobre a participação dos Estados Unidos, Ana Carolina observou que ainda não está completamente claro até que ponto houve envolvimento americano, mas confirmou que forneceram dados de inteligência.“Tanto a porta-voz da Casa Branca, quanto autoridades mexicanas confirmaram a participação nesse sentido de fornecer dados complementares”, disse ela, acrescentando que o governo americano atual prefere realizar ações internacionais pontuais, evitando intervenções prolongadas.Possíveis efeitos para o BrasilA morte do líder do cartel não significa o desmantelamento da organização criminosa, alertou a professora.“O cartel não foi desmantelado, o líder foi morto, mas o cartel ainda existe. Não sabemos se esse cartel vai surgir com uma nova liderança, se ele vai se reestruturar, se reorganizar”, explicou Ana Carolina.A especialista ressaltou que o primeiro desafio das autoridades mexicanas agora é normalizar a situação e acalmar a população, para depois avaliar os resultados da operação.Quanto a possíveis impactos no Brasil, a professora acredita que serão limitados, já que “os cartéis de droga do Brasil possuem as suas estruturas próprias”, embora a operação possa influenciar futuras políticas públicas de combate ao narcotráfico. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.