Azul (AZUL53): Ações reagem na B3 após saída do Chapter 11 e falas do CEO; o que esperar agora?

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As ações da Azul (AZUL53) performam entre os destaques positivos da Bolsa no pregão desta segunda-feira (23), em reação à saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).A companhia quitou integralmente o financiamento DIP e liquidou a oferta pública de ações realizada em fevereiro, tornando efetiva a saída do processo conduzido na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York.Com a reestruturação, a Azul reduziu aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento. Desse total, cerca de US$ 1,1 bilhão referem-se a empréstimos e financiamentos. A dívida de leasing de aeronaves caiu quase 40%.A empresa estima redução superior a 50% nas despesas anuais com juros e corte de cerca de um terço nos custos recorrentes com arrendamentos. A alavancagem líquida proforma na saída ficou abaixo de 2,5 vezes.A leitura do Bradesco BBI é positiva para Azul. Os analistas da casa ponderam que, após sair do Chapter 11, a aérea agora pode focar no crescimento responsável, enquanto executa o que está previsto em seu plano de negócios.Por volta de 13h40 (horário de Brasília), as ações AZUL53 subiam 4,16%, a R$ 249. Acompanhe o tempo real. Na máxima do dia, a alta superou os 40%. Acompanhe o tempo real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "AZUL53", "AZUL53" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "3eadb6e"} ); O que acontece agora?A Azul cumpriu em menos de um ano o plano que desenhou para sua reestruturação. Agora, a companhia já conseguiu as condições necessárias para operar fora do contexto do Chapter 11 e, de acordo com o CEO, John Rodgerson, a ordem agora é redução de alavancagem e geração de caixa.O CEO recordou que os últimos seis anos foram difíceis para o setor, com fatores como a pandemia de coronavírus, alta dos juros, alta do dólar e as enchentes no Rio Grande do Sul pesando sobre a companhia.Diferente do que ocorreu com a Gol após a saída do Chapter 11, o CEO da Azul afirmou que uma possível saída da Bolsa não está no radar no momento, mesmo após a forte diluição das ações da companhia em meio ao processo de recuperação.Sobre a diluição, o executivo defende que faz parte do processo, tendo em vista que não há como reduzir dívidas sem que os credores virem acionistas.LEIA MAIS: Azul (AZUL53): CEO afasta possibilidade de saída da Bolsa e confirma codeshare com a American Airlines após fim do Chapter 11