O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master, convocou a Polícia Federal para uma reunião na segunda-feira (23). A informação foi confirmada pela Jovem Pan.Na quinta-feira (19), Mendonça manteve o caso em sigilo, mas aumentou a quantidade de pessoas com acesso às investigações dentro da Polícia Federal. Além disso, deu mais autonomia para a corporação conduzir o caso. Com a nova decisão, a PF fica autorizada a ampliar o número de policiais com acesso aos dados e capacidade de elaborar relatórios sobre os conteúdos do que for encontrado.A PF pediu que as extrações, indexações e análises “sigam o fluxo o ordinário de trabalho pericial da Instituição, com distribuição regular das demandas entre os peritos. Também solicitou que, após as perícias, mantenha a “custódia integral dos bens apreendidos nos depósitos da Polícia Federal”.Mendonça substitui Toffoli na relatoria No dia 12 de fevereiro, o ministro André Mendonça substituiu Dias Toffoli na relatoria do caso Banco Master após o ministro deixar o cargo. Mendonça foi sorteado para assumir a função. A Jovem Pan apurou que Toffoli argumentou aos colegas que não via motivos para deixar a relatoria do caso, mas se viu isolado e acabou cedendo.Toffoli foi citado diversas vezes no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Máster, segundo relatório da PF. Por esse motivo, a PF pediu ao presidente do STF a arguição de suspeição de Toffoli. Ou seja, que o ministro seja declarado “suspeito” para atuar no processo. Leia também Com aval do STF, Vorcaro não depõe na CPMI do INSS e comissão convoca empresária para segunda Mendonça mantém sigilo do caso Master e dá mais autonomia para PF nas investigações