A Azul (AZUL53) reportou à Justiça de Nova York relatório operacional mensal com informações financeiras referente a dezembro de 2025, como parte das divulgações de informações exigidas pelo processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11).No período, a aérea registrou receita líquida total de R$ 2,09 bilhões, enquanto o resultado operacional ajustado, desconsiderando itens pontuais e não recorrentes, principalmente relacionados à reestruturação, atingiu R$ 546,4 milhões. A margem operacional ficou em 26,2%.Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 801,9 milhões, com margem Ebitda ajustada de 38,5%.Ao fim de dezembro do ano passado, a Azul detinha R$ 1,01 bilhão em caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras de curto prazo. As contas a receber somavam R$ 2,72 bilhões.A Azul destaca que essas informações são preliminares e não passaram por auditoria até então. A elaboração serviu exclusivamente para cumprir as exigências do Chapter 11.“As informações não devem ser diretamente comparadas às demonstrações financeiras regulares anteriormentedivulgadas pela Azul”, pontua a companhia.Fim do Chapter 11 da AzulA Azul anunciou ao mercado a conclusão do processo de Chapter 11 na última sexta-feira (20), menos de nove meses após o início.A companhia quitou integralmente o financiamento DIP e liquidou a oferta pública de ações realizada em fevereiro, tornando efetiva a saída do processo conduzido na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York.Com a reestruturação, a Azul reduziu aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento. Desse total, cerca de US$ 1,1 bilhão referem-se a empréstimos e financiamentos. A dívida de leasing de aeronaves caiu quase 40%.A empresa estima redução superior a 50% nas despesas anuais com juros e corte de cerca de um terço nos custos recorrentes com arrendamentos. A alavancagem líquida proforma na saída ficou abaixo de 2,5 vezes.A leitura do Bradesco BBI é positiva para Azul. Os analistas da casa ponderam que, após sair do Chapter 11, a aérea agora pode focar no crescimento responsável, enquanto executa o que está previsto em seu plano de negócios.