A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) iniciou às 9h43 desta terça-feira (24) o julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Entre os réus estão os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão, acusados de encomendarem o homicídio. Também respondem à ação penal o delegado Rivaldo Barbosa, indicado como mentor intelectual do atentado; o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, que teria monitorado a rotina da vereadora; e o policial militar Robson Calixto Fonseca, que teria ajudado a ocultar a arma do crime e de integrar o núcleo financeiro do grupo.A sessão começa com a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Em seguida, falará a PGR (Procuradoria-Geral da República), que apresentará argumentos para defender o pedido de condenação dos réus por organização criminosa, homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Leia mais Anvisa determina recolhimento de lote de antibiótico após troca de frascos Lula deve pregar aumento do investimento militar em programa de governo "Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha" é premiado no Festival de Berlim Depois, falará um advogado “assistente da acusação”. Ele foi indicado por Fernanda Chaves, ex-assessora de Marielle que sobreviveu ao ataque, para ajudar o Ministério Público a montar o caso.Depois da acusação, os advogados dos réus terão até uma hora cada para defender seus clientes. Encerradas as manifestações, os ministros passam à votação. Além de Moraes, integram a Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. São necessários ao menos três votos para formar maioria.O caso chegou ao STF em 2024 após a investigação apontar o envolvimento de Chiquinho Brazão, que à época era deputado federal e, por isso, possui foro privilegiado. Em 2019, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram presos como executores dos disparos. Eles confessaram o crime e foram condenados. As delações premiadas assinadas pelos dois impulsionaram a apuração sobre os supostos mandantes.Segundo a acusação, o assassinato teria sido motivado por disputas relacionadas à atuação de milícias e a interesses fundiários no Rio de Janeiro. Lessa afirmou terem sido oferecidos US$ 10 milhões em troca da execução da vereadora.STF começa a julgar acusados de mandar matar Marielle e Anderson | CNN NOVO DIA