A Opep+ anunciou no último domingo (5) um aumento em suas cotas de produção de petróleo, correspondente a 206 mil barris por dia para o mês de maio. No entanto, segundo Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), esse aumento será apenas simbólico, já que os principais membros do grupo não conseguem efetivamente aumentar a produção devido aos conflitos no Oriente Médio.Em entrevista ao CNN Money, Ardenghy explicou que o mercado entendeu o objetivo da Opep de tentar acalmar as expectativas, mas ressaltou um ponto fundamental: “Não adianta aumentar a produção se você não consegue aumentar os fluxos desse petróleo circulando entre países produtores e países consumidores”. O Estreito de Ormuz e toda a região do Golfo estão com suas rotas prejudicadas, comprometendo a logística global de petróleo. Leia Mais Governo deve assinar MP do diesel nesta semana para conter alta de preços Copa 2026: Completar álbum de figurinhas pode custar mais de R$ 7 mil Crise do petróleo leva à escassez global de produtos A Opep concentra cerca de 43% da produção mundial de petróleo, reunindo os maiores países produtores e exportadores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Rússia. Ardenghy destacou que cada país está adotando estratégias diferentes para lidar com a crise: “Alguns países estão usando seus estoques estratégicos, outros estão procurando reduzir o consumo, estão limitando até o refino de petróleo em suas refinarias, estão aumentando o preço dos combustíveis para ver se isso diminui também o consumo lá na ponta”.Brasil em posição relativamente confortávelO presidente do IBP ressaltou que o Brasil, como exportador líquido de petróleo, encontra-se em uma situação de abastecimento relativamente tranquila no que diz respeito ao petróleo bruto. Porém, em relação aos derivados como diesel e gasolina, a situação é mais complexa para o país.“É importante a gente continuar esses processos de exploração de petróleo no Brasil, em outras bacias sedimentares, para que possamos manter a segurança energética do país em momentos de crise”, defendeu Ardenghy, mencionando áreas como a Foz do Amazonas e a Bacia de Pelotas como regiões com perspectivas de produção.Quanto ao cenário futuro, mesmo em caso de cessação do conflito nos próximos dias, Ardenghy prevê que a normalização dos preços não será imediata: “Um campo de petróleo, depois que ele para de produzir, leva em média 60 a 90 dias para retomar toda a produção”. Alguns portos foram atacados e campos tiveram sua produção suspensa, o que significa que o processo de redução dos preços seria gradual, possivelmente estendendo-se pelo segundo semestre de 2026. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.