O diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, defendeu o Pix nesta segunda-feira (06), após novas críticas do governo americano à ferramenta de pagamento. “Quem fala mal do Pix tem interesses que não são os da população brasileira”, afirmou o diretor a jornalistas ao ser questionado sobre o assunto após evento na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.Picchetti afirmou, ainda, que a moeda digital brasileira, o Drex, tem uma “série de nós” para se viabilizar, em um processo que ele disse não ser linear. O diretor citou como maior desafio a conciliação entre “confiabilidade e escalabilidade” da moeda digital.O posicionamento do diretor vem depois da divulgação de um relatório dos Estados Unidos, divulgado na terça-feira (31), que aponta o sistema Pix, o projeto de lei para plataformas de internet e os impostos sobre encomendas expressas como barreiras impostas pelo Brasil ao comércio exterior. O presidente Lula se posicionou sobre as falas e declarou que ‘ninguém fará a gente mudar o Pix’. “O Pix é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, defendeu o presidente.No ano passado, os Estados Unidos criticaram, de forma indireta, o sistema de pagamento brasileiro ao abrir uma investigação sobre práticas comerciais consideradas “desleais” no país. Entre os pontos levantados, estavam os serviços de pagamento eletrônico operados pelo governo, em referência ao Pix.O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), também defendeu o Pix. “O Pix é um sucesso. Não existe nenhum problema em relação ao Pix. É só esclarecer”, afirmou em conversa com jornalistas nesta quinta-feira (2) ao se despedir da pasta. Alckmin não precisa sair da vice-presidência, mas precisa deixar o ministério para se candidatar na eleição deste ano.Colômbia pede PixA mais nova crítica dos Estados Unidos sobre o PIX, entretanto, não é acolhida por outros países. A Colômbia, por exemplo, pediu o sistema de pagamento. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu ao Brasil que estenda o sistema de pagamentos instantâneos Pix ao país e voltou a criticar a lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), dos Estados Unidos.Em publicação no X, Petro afirmou que a ferramenta “já não é uma arma contra o narcotráfico” e que, segundo ele, o crime organizado “zomba” da lista.A Argentina já implementou o sistema. No dia 6 de março, o Banco do Brasil lançou o recurso que viabiliza pagamentos por Pix em lojas físicas. O serviço também poderá ser utilizado por não correntistas da instituição financeira.*Com informações da Reuters