Grupo Diamante aposta em nuclear e mira minerais críticos

Wait 5 sec.

O grupo Diamante avança na estratégia de diversificação de negócios com foco no setor nuclear e na exploração de minerais críticos, em linha com a crescente demanda global por insumos ligados à transição energética.Em entrevista ao Alta Voltagem, programa televisivo da CNN Infra, o presidente do conselho da companhia, Jorge Nemr, explicou que a empresa se prepara para atuar em três frentes: exploração de minerais críticos, desenvolvimento de microrreatores e irradiação de alimentos.A área de mineração está sob o guarda-chuva da NBEPar (Núcleo Brasil Energia Participações), holding nuclear do grupo, que firmou parceria recentemente com a Uranium One Group JSC, subsidiária da estatal russa Rosatom, para a criação da joint venture Nadina Minerals. A empresa terá como foco o desenvolvimento de projetos de exploração de minerais estratégicos no país.“Estamos prontos para explorar minerais críticos. Já temos requisições feitas na ANM (Agência Nacional de Mineração) de várias áreas na Bahia e no Paraná e estamos começando as pesquisas. Hoje o foco é minerais críticos, mas se a gente achar urânio e a lei permitir, esse será um grande objetivo”, afirmou.O segundo eixo é no campo tecnológico. A Diamante já participa, em parceria com a Finep e um consórcio de instituições científicas brasileiras, do desenvolvimento do Microrreator Nuclear Brasileiro. Com capacidade de 5 MW, o equipamento é voltado ao fornecimento de energia em sistemas isolados e faz parte de uma estratégia nacional de domínio tecnológico no setor.A viabilidade de novos empreendimentos nucleares com apoio da iniciativa privada passa pelo enquadramento constitucional e legal, já que esse tipo de projeto é de monopólio da União.Nemr explica que o movimento segue uma lógica semelhante à abertura do setor de petróleo no país, hoje operado por diferentes empresas em parceria com o Estado. “O petróleo é monopólio da União, mas há vários players explorando em parceria com a União. Em nuclear não vai ser diferente. Já há uma legislação que permite, mas falta a regulamentação”, disse.Já a terceira frente envolve a irradiação de alimentos, tecnologia utilizada em cerca de 60 países para ampliar a durabilidade e a segurança alimentar. “O Brasil é considerado o celeiro do mundo na produção de alimentos. Com essa tecnologia, poderemos exportar alimentos para o mundo com mais “vida útil”, afirmou o executivo.