Inflação mais alta com guerra e combustíveis pode levar BC a subir juros, diz MB Associados

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A continuidade da guerra envolvendo o Irã e a possibilidade de a subvenção aos combustíveis não ser suficiente, levando a Petrobras a repassar parte da alta, podem elevar a inflação acima do previsto e forçar o Banco Central a rever a política monetária, segundo o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale.Segundo ele, as expectativas inflacionárias seguem em alta para este ano e o próximo, com repasses já visíveis em diesel, gasolina e querosene de aviação. O movimento deve pressionar especialmente a inflação de serviços, com impacto no transporte aéreo a partir de abril.Vale afirma que o cenário de inflação mais elevada em março e abril pode levar o Banco Central não apenas a interromper cortes de juros, mas até considerar novas altas, a depender da evolução do conflito.“A gente depende do encaminhamento da guerra, que por ora não tem nenhum sinal muito claro de que vai acabar muito cedo. A gente está com o cenário de guerra ativo”, diz.Ele acrescenta que o aumento dos preços de energia também pressiona a inflação na Europa e nos Estados Unidos, ampliando a probabilidade de revisão da política monetária global.Para o economista, o Irã tem incentivo para prolongar a guerra diante do aumento da receita com exportações de petróleo, enquanto o encarecimento dos combustíveis também afeta a economia americana, criando um ambiente de incerteza e pressão inflacionária mundial.*Com Estadão Conteúdo