O STF (Supremo Tribunal Federal) vai bater o martelo na forma de eleição no Rio de Janeiro e os limites de acesso a dados de usuários na internet. Os julgamentos estão marcados para os dias 8 e 9.No dia 8 de abril, os ministros analisam a forma de escolha do chamado “mandato-tampão” no governo fluminense. Com a vacância dos cargos de governador e vice, após a saída de Cláudio Castro e Thiago Pampolha, a Corte vai definir se a eleição será direta, com voto popular, ou indireta, realizada pela Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).A decisão tem impacto direto no xadrez político do estado, ao definir quem conduz o Executivo até o fim do mandato. Leia Mais Fundo Partidário: entenda como R$ 1,2 bi foi distribuídos em 2025 Kassio viajou em avião de advogado que defendeu Cláudio Castro MPF recomenda ao Exército que amplie vagas para mulheres na Força No mesmo dia, está previsto que o STF também retome o julgamento sobre a Ferrogrão, ferrovia que prevê ligar o Mato Grosso ao Pará, auxiliando no escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste.Já no dia 9 de abril, o plenário julga o Tema 1.148, que trata da possibilidade de quebra de sigilo de usuários “indeterminados” na internet. O caso tem origem nas investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018, e envolve pedidos de acesso a dados de pessoas que pesquisaram termos relacionados ao crime.A Corte deve definir os limites para que autoridades possam acessar históricos de busca sem a identificação prévia de suspeitos.STF julgará em 8 de abril formato de eleição para mandato-tampão no Rio | CNN NOVO DIAOutros temas relevantes entram na pauta ao longo do mês. No dia 15 de abril, o STF retoma o julgamento sobre a aplicação da vedação ao nepotismo a cargos políticos, como secretários estaduais e municipais, e também discute se o direito ao silêncio deve ser informado já no momento da abordagem policial.Já no dia 29 de abril, o plenário volta a julgar a validade das regras de desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia.O processo havia sido suspenso em outubro do ano passado, após o ministro Alexandre de Moraes pedir vista — mecanismo que interrompe temporariamente o julgamento. Antes da interrupção, o placar estava em 3 a 0 para considerar a lei que prorrogou a desoneração inconstitucional.Nos bastidores, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, tem defendido uma distribuição mais equilibrada dos processos na pauta do plenário. A composição da agenda de abril reforça essa estratégia, ao evitar concentração relevante em um único gabinete.Os númericos indicam uma divisão relativamente pulverizada: Luiz Fux, Cristiano Zanin e o próprio Fachin aparecem com três processos cada, seguidos por Alexandre de Moraes, com dois. Os demais ministros — André Mendonça, Flávio Dino e Cármen Lúcia — têm um caso cada na pauta.