*Por Jessica Valentim | Após uma abertura surpreendente dos britânicos do Jayler, a responsabilidade de manter o público aquecido no Monsters of Rock 2026 coube aos americanos do Dirty Honey. Após sua estreia no Brasil em sideshow na última quinta-feira (2), o quarteto encontrou a pista premium do Allianz Parque, no sábado (4), já consideravelmente ocupada por fãs que garantiam lugar para o headliner Guns N’ Roses.Formada em 2017 por Marc LaBelle (voz), John Notto (guitarra), Justin Smolian (baixo) e nesta visita, Jason Ganberg (bateria), o Dirty Honey carrega a bandeira do hard rock clássico, com influências fortes de Aerosmith e AC/DC, sem medo de buscar até em Janis Joplin a crueza necessária para repaginar o gênero a uma nova geração. Sua discografia soma um EP e dois álbuns — com um terceiro a caminho —, mas a performance tem autoridade e segurança de veteranos.Foto: Gustavo Diakov @xchicanoxO show começou com a dobradinha enérgica “Won’t Take Me Alive” e “California Dreamin’”, mas foi durante a balada “Heartbreaker”, dedicada às mulheres da plateia, que a banda mostrou seu apelo comercial. Em “The Wire” e “Don’t Put Out the Fire”, ficou nítida a competência técnica e calculada do grupo — ainda que, durante a última citada, LaBelle tenha deixado o palco e descido até a grade da pista premium para uma interação “corpo a corpo”, cantando diretamente para os fãs. Tal movimento não apenas encurtou a distância física, como gerou a maior comoção do set até aquele momento. Curiosamente, o desfecho da canção ganhou uma aura que remetia a um coro de igreja, remetendo aos backing vocals da versão de estúdio. Foi o ápice do show. Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por Igor Miranda (@igormirandasite)Um ponto de atenção na dinâmica do show residiu a escolha das baladas. “Another Last Time”, apesar de bela, talvez não tenha sido a escolha ideal para um público que já enfrentava o sol do meio-dia e uma longa jornada até o final da noite. Por outro lado, a intensa e ainda não lançada “Lights Out” trouxe um fôlego diferente, indicando que o próximo álbum tem potencial para explorar novos caminhos dentro do estilo.Antes do encerramento, John Notto arriscou um breve solo de guitarra ao centro do palco — uma escolha audaciosa para quem antecede nomes como Yngwie Malmsteen, Nuno Bettencourt e Slash no lineup. O feito serviu de introdução para seus maiores sucessos e números derradeiros: “When I’m Gone” e “Rolling 7s”, ambas extraídas do EP de estreia.Foto: Gustavo Diakov @xchicanoxA primeira citada, dona de instrumental à la AC/DC e refrão digno de Led Zeppelin, carrega o peso histórico de ter colocado o Dirty Honey como a primeira banda independente a atingir o topo da parada Mainstream Rock da Billboard em 2019. A composição ganhou novo fôlego ao entrar para a trilha sonora do blockbuster “Um Filme Minecraft” (2025).Já a saideira, com sua malícia cadenciada à la Aerosmith, manteve os ânimos no alto e fechou o set de forma coesa. Ao perguntarem se deveriam retornar ao Brasil, ouviram resposta positiva. Justo, pois sua estreia em um grande palco brasileiro se mostrou polida, tecnicamente irrepreensível e com doses de carisma.Foto: Gustavo Diakov @xchicanoxRepertório — Dirty Honey no Monsters of Rock 2026Won’t Take Me AliveCalifornia Dreamin’HeartbreakerThe WireDon’t Put Out the FireAnother Last TimeLights OutWhen I’m GoneRolling 7sQuer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? Clique aqui!Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Bluesky | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.O post Dirty Honey mescla elegância do classic rock e frescor atual no Monsters of Rock 2026 apareceu primeiro em Igor Miranda.