Trump diz que o ‘inferno será liberado’ sobre o Irã sem acordo de cessar-fogo

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O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a intensificar, nesta segunda-feira (6), ameaças contra o Irã, em comentários a repórteres durante evento de Páscoa na Casa Branca. O republicano reiterou que não estenderá o prazo adicional de dez dias oferecido ao país persa para dar andamento em negociações de paz, que terminaria na terça-feira (7).“Eles me pediram algum tempo e eu concedi dez dias. Não vamos mudar o prazo final novamente“, disse Trump. “Todo o inferno será liberado contra o Irã sem um acordo de cessar-fogo até esta data.”Trump argumentou que o governo norte-americano já deu “muitas chances” para que o regime alcançasse um acordo para encerrar agora, mas que “eles ainda não usaram nenhuma”.Segundo ele, o enviado especial Steve Witkoff continua realizando negociações e o vice-presidente, JD Vance, pode se envolver em uma reunião pessoalmente, se necessário.Por ora, os negociadores norte-americanos conversam com intermediários do Paquistão, esclareceu o presidente dos EUA.Ao ser questionado, Trump disse que “não está preocupado” com consequências de ataques a infraestrutura civil do Irã ou com a possibilidade de que os atos sejam classificados como crimes de guerra. “Crime de guerra seria se nós permitíssemos que eles desenvolvessem uma arma nuclear”, pontuou.O presidente norte-americano afirmou ainda que o sucesso da operação na Venezuela deveria ser capaz de enviar uma mensagem ao Irã e ao mundo todo, destacando a “parceria estabelecida com o novo governo” e o acesso a “milhões de barris de petróleo”. “Podemos fazer o mesmo no Irã. Gostaria de pegar o petróleo. Por mim, faríamos isso, mas a situação é complicada”, ponderou.Trump reiterou que o exército norte-americano destruiu recursos militares e a liderança de alto escalão do Irã, acrescentando que o regime atual mudou para um governo “mais moderado”. “Eles querem cessar-fogo porque estão sendo destruídos por nós”, disseConforme o republicano, nenhuma proposta de cessar-fogo foi assinada pelos EUA até o momento.*Estadão Conteúdo