Taxas curtas sobem em dia de ajustes e longas caem com guerra no Irã no foco

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 As taxas dos DIs de curto prazo fecharam a segunda-feira em alta, enquanto as de longo prazo cederam, em uma sessão de ajustes técnicos e de atenções voltadas novamente para a guerra no Oriente Médio.No fim da tarde, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 estava em 14,165%, com alta de 12 pontos-base ante o ajuste de 14,049% da quinta-feira passada, antes do feriado de Páscoa. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,855%, com recuo de 2 pontos-base ante 13,879%.Leia tambémPetróleo fecha em alta com ameaças de Trump contra o Irã e cessar-fogo em xequeTrump disse ainda que “essa noite poderia ser amanhã”, em relação ao prazo dado para reabertura do Estreito de OrmuzLogo pela manhã, o Irã transmitiu ao Paquistão sua resposta à proposta dos EUA para o fim da guerra, rejeitando um cessar-fogo e enfatizando a necessidade de um fim permanente para o conflito, de acordo com a agência de notícias oficial iraniana Irna.EUA e Irã avaliavam um plano intermediado pelo Paquistão para encerrar a guerra, que já dura cinco semanas, enquanto se aproxima o prazo final dado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para que Teerã feche um acordo e reabra o Estreito de Ormuz, sob pena de ataques à sua infraestrutura.Trump deu até as 20h de terça-feira (21h de Brasília) para que o Irã feche um acordo.Durante a tarde desta segunda-feira, o presidente norte-americano reiterou suas ameaças e disse que o Irã poderia ser neutralizado em uma noite, sendo que “essa noite pode ser amanhã à noite”.“O mercado já está meio estafado, eu diria, dessas falas e de nada concreto acontecendo”, comentou durante a tarde Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, ao avaliar que o discurso de Trump teve efeitos momentâneos sobre os ativos.No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou no início da tarde, durante evento no Rio de Janeiro, que a cautela na condução da política monetária permitiu à autarquia enfrentar, em condição mais favorável, o choque recente causado pela guerra no Irã.Por outro lado, ele ponderou que há preocupação pelo fato de o país ainda ter um mercado de trabalho “bastante apertado” e expectativas de inflação desancoradas.Em meio ao noticiário sobre a guerra e às declarações de Galípolo, as taxas curtas dos DIs se firmaram em alta durante a tarde, com um profissional ouvido pela Reuters citando um movimento de ajuste após os recuos firmes vistos na última semana.Na ponta longa, as taxas se mantiveram com leves quedas, acompanhando a relativa acomodação dos Treasuries, apesar da guerra no Oriente Médio seguir em curso.Também durante a tarde, o Ministério da Fazenda anunciou mais medidas para minimizar os efeitos da guerra sobre os preços dos combustíveis no Brasil. O governo dará uma subvenção de R$0,80 por litro de diesel produzido no país, além de zerar o Pis/Cofins do querosene de aviação e do biodiesel.Além disso, o governo anunciou uma subvenção de toda a importação de gás nos próximos meses, no valor total de R$330 milhões, e o lançamento de duas linhas de crédito para as companhias aéreas, impactadas pela alta dos preços.Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI no fim da tarde desta segunda-feira:Mês Ticker Taxa Ajuste VariaçãoJAN/27 14,165 14,049 0,116JAN/28 13,83 13,738 0,092JAN/29 13,715 13,681 0,034JAN/30 13,755 13,744 0,011JAN/31 13,79 13,798 -0,008JAN/35 13,855 13,879 -0,024The post Taxas curtas sobem em dia de ajustes e longas caem com guerra no Irã no foco appeared first on InfoMoney.