Negociadas fora do índice Ibovespa, as ações da JHSF (JHSF3), holding focada em negócios de luxo, operam em forte alta nesta segunda-feira (6) e figuram entre os destaques positivos do pregão.Por volta das 13h10 (horário de Brasília), os papéis avançavam 4% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 10,34. No acumulado do ano, sobem 31%. Acompanhe o tempo real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "BMFBOVESPA:JHSF3", "BMFBOVESPA:JHSF3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "7da7f71"} ); O movimento ocorre após a XP Investimentos manter a recomendação de compra para JHSF3, com preço-alvo de R$ 14, o que implica potencial de valorização de cerca de 35% frente à cotação atual.Em relatório divulgado nesta manhã, a corretora atualizou a tese da companhia para refletir os desenvolvimentos estratégicos recentes e os resultados divulgados.Segundo a casa, a JHSF entrou, nos últimos anos, em uma fase mais intensa de investimentos (capex), com o objetivo de se consolidar como uma plataforma focada em renda recorrente.“A empresa está acelerando sua transição para um modelo de negócios baseado em renda recorrente, aumentando a contribuição dos ativos geradores de receita”, explicou a XP.Hotéis & Gastronomia: receita em moeda forteDe acordo com o relatório, a unidade de Hotéis & Gastronomia da JHSF segue em intensa expansão global, o que ampliará a diversificação geográfica e adicionará receitas em moedas fortes.Segundo a XP, a companhia planeja abrir hotéis e restaurantes da marca Fasano em oito cidades nos próximos cinco anos:Sardenha (primeira fase em 2026);Londres, Miami, Punta del Este e Porto Feliz até 2027;São Paulo e Cascais até 2028;Milão até 2030.Na avaliação da casa, a estratégia aumentará a exposição a divisas como libra, dólar e euro, funcionando como um “hedge natural” e trazendo maior resiliência em momentos de volatilidade no Brasil.“Além disso, acreditamos que a exposição a novas famílias de alta renda ao redor do mundo pode ampliar o mercado endereçável da empresa no longo prazo.”Shoppings e previsibilidade de receitaA XP também aponta que o segmento de shoppings no portfólio da companhia continua ganhando tração, com a expansão da ABL (área bruta locável) do Catarina Outlet e do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, e a abertura do Shops Faria Lima, no centro financeiro da capital paulista, até o fim de 2027.“À medida que esses investimentos amadurecem, estimamos que cerca de 71% da receita [da JHSF] possa vir de fontes recorrentes até 2030, melhorando significativamente a visibilidade de resultados e a previsibilidade de fluxo de caixa, reduzindo a dependência da empresa do desenvolvimento imobiliário.”Aeroportos: uma joia escondidaPara além de hotéis, restaurantes e shoppings, a XP vê a unidade de aeroportos como um dos ativos mais promissores da JHSF.Segundo a corretora, a companhia está expandindo suas operações para atingir 19 hangares, mas com capacidade de chegar a 24 no médio prazo.Nesse segmento, de maneira geral, as receitas são geradas por meio do aluguel de hangares, serviços de FBO (como limpeza e polimento), venda de combustível e uso da pista.“Além da expansão, pode haver demanda futura para a construção de um novo terminal, possivelmente voltado a voos comerciais, diante da limitação de capacidade de Congonhas e da oferta restrita de voos comerciais próximos ao centro de São Paulo, enquanto Guarulhos tende a se concentrar em cargas e voos internacionais”, avalia a casa.Riscos no radarApesar do cenário positivo, a XP aponta como principais riscos à tese de investimento eventuais atrasos em inaugurações, capex acima do esperado, vendas mais lentas de estoques e incertezas regulatórias no negócio de aviação.