‘Demissões são por baixo desempenho’: cientista diz que IA não está causando desemprego

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Embora muita gente tenha medo da inteligência artificial roubar os empregos dos seres humanos, pode ser que isso não aconteça dessa forma. Em um artigo publicado na Fortune, o professor e cientista emérito da Universidade de Nova York, Gary Marcus, indica que em grande parte do tempo a IA é uma jogada de marketing bem ensaiada.Uma das vozes mais vocais a respeito da febre da inteligência artificial, Marcus aponta que nossa realidade é bem diferente do que muitos CEOs e empresas pintam. Para ele, a matemática a respeito desse medo causado pelo desemprego não fecha totalmente e isso inclui as próprias empresas de IA.O cientista cita a Anthropic como um exemplo clássico, principalmente após as declarações apocalípticas do CEO Dario Amodei de que a IA destruiria inúmeros empregos bem rentáveis. Em contrapartida, a própria Anthropic não encontrou aumento sistemático do desemprego por conta do avanço da inteligência artificial generativa.Marcus expõe inúmeras razões de que o discurso da IA ladra de empregos é irreal (Imagem: iLexx/GettyImages)A realidade, segundo Gary Marcus, é que as empresas usam a IA como um tipo de controle de dano. “Em muitos casos, a IA pode estar servindo como uma cortina de fumaça para encobrir demissões que, na verdade, são motivadas por baixo desempenho financeiro ou contratações excessivas no início do ano”, explica o especialista.IA geral ainda é ficçãoAlém da questão das demissões em massa, Gary Marcus também não poupou palavras para criticar algumas declarações recentes, em especial sobre a inteligência artificial geral (AGI). O professor entende que esse tipo de tecnologia ainda é “ficção científica”, mas as empresas a promovem para inflar o valor de suas ações.Nesse caso, a fala de Marcus pode ser interpretada como ums declarações do CEO da Nvidia, Jensen Huang;Há algumas semanas, o diretor da empresa disse qa crítica que a humanidade já desenvolveu IAs com esse status de AGI;A AGI é descrita como o momento em que uma IA consegue ultrapassar as capacidades de raciocínio de um ser humano;O cientista lembra que não é a primeira vez que essas figuras da indústria erram feio, e cita as promessas de carros 100% autônomos em massa de Musk desde 2012;Ele também aponta que a IA pode ser muito boa em tarefas específicas, mas ainda não no conjunto geral dos empregos;IAs contém erros bobos, mas difíceis de serem detectados, exigindo muita revisão e atenção por parte dos humanos e isso anula o ganho de produtividade.As declarações de Gary Marcus indicam que embora a IA esteja evoluindo constantemente, ela ainda não é o bicho de sete cabeças que muita gente imagina. No entendimento do especialista, a tecnologia é superestimada e a narrativa de “fim dos empregos” é totalmente alarmista.O Google lançou nos últimos dias o novo Gemini Nano 4, que consegue rodar seus modelos diretamente no celular com foco em eficiência. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.