Este sábado, 4, o último dia para os ministros deixarem seus cargos no governo para que sejam habilitados a concorrer nas próximas eleições, em outubro, o que inclui nomes que irão disputar vagas de deputado federal, senador e governador. O prazo de desincompatibilização corresponde a seis meses antes do primeiro turno das eleições de outubro. Pelo menos 17 ministros deixam o governo. A administração do presidente Lula (PT) ganha uma nova configuração, com mais técnicos. Várias pastas já passaram a ser ocupadas por ex-secretários-executivos dos ministérios, ou seja, o “número dois”.Estão deixando os ministérios nomes bastante experientes. Na sexta-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin deixou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, onde conduziu com maestria a negociação em torno da derrubada das tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, dos EUA. Assumiu seu lugar o secretário-executivo Márcio Elias Rosa. Geraldo Alckmin (PSB) continua no Palácio do Planalto ao lado de Lula, como vice-presidente da República, cargo que não o impede de tentar renovar seu mandato de vice-presidente da República.Na Casa Civil, uma das pastas mais sensíveis do governo, por coordenar ações de todo o ministério, Rui Costa (PT) deixou o cargo na última quinta-feira. As pesquisas mostram que ele lidera as intenções de votos para uma quase numa eleição para senador pela Bahia. Assumiu o lugar de Rui a secretária-executiva Miriam Belchior, que foi ministra do Planejamento na gestão de Dilma Rousseff.Outra área sensível do governo é a Secretaria de Relações Institucionais, a quem cabe o diálogo com o Congresso. Sai Gleisi Hoffmann (PT), para concorrer ao Senado pelo Paraná, e entra interinamente o número dois, Marcelo Costa. Lula sonda um nome de um político experiente, com bom trânsito no Congresso Nacional, para assumir definitivamente o cargo.Nos Transportes, o ministro Renan Filho (MDB) deixou a cadeira esta semana para tentar seu terceiro mandato de governador de Alagoas. Em seu lugar, entra o secretário-executivo, George Santoro. No Ministério de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) deixou o cargo de ministro esta semana para tentar vaga de deputado ou senador por Pernambuco. Está assumindo seu lugar o secretário-executivo Tomé Barros Franca.Algumas trocas de ministros foram antecipadas com antecedênciaAlgumas trocas foram antecipadas bem antes do prazo de desincompatibilização. No Ministério da Fazenda, a substituição foi feita no dia 19 de março. O ex-ministro Fernando Haddad vai disputar o cargo de governador de São Paulo. A disputa é dura, pois o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera todas as pesquisas. Assumiu a Fazenda Dario Durigan, que era secretário-executivo.A parceira de Haddad na área econômica, Simone Tebet (MDB), se despediu do Ministério do Planejamento no início da semana para disputar vaga de senadora por São Paulo. Em seu lugar, assumiu Bruno Moretti, que ocupava o cargo de Secretário de Análise Governamental da Casa Civil. Marina Silva (Rede), que deixou o Meio Ambiente, é outra que deve disputar vaga de senadora por São Paulo. Em seu lugar, assumiu o secretário-executivo, João Paulo Ribeiro Capobianco.O ministro da Pesca, André de Paula (PSD), foi exonerado para assumir o Ministério da Agricultura, no lugar de Carlos Fávaro (PSD), que vai disputar vaga de senador pelo Mato Grosso. André de Paula, portanto, não deverá concorrer a vaga no Legislativo nas próximas eleições. Em seu lugar, entrou o secretário-executivo Rivetla Edipo Araujo Cruz. Outro que não deverá disputar eleições é Camilo Santana (PT), que deixou o Ministério da Educação para coordenar a campanha de Lula. Em seu lugar, assumiu Leonardo Barchini, que era secretário-executivo. Camilo é apontado o PT como futuro substituto de Lula como candidato à Presidência da República.André Fufuca (PP) deixou o cargo de ministro do Esporte na última terça-feira para concorrer a vaga de senador pelo Maranhão, passando a ocupar o cargo Paulo Henrique Cordeiro Perna, que era secretário de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social. A disputa pelo Senado do Maranhão tem vários candidatos que pontuam bem nas pesquisas, incluindo os nomes do governador Carlos Brandão (sem partido), senador Roberto Rocha (Republicanos) e senador Weverto Rocha (PDT).Jader Filho (MDB) deixou o Ministério das Cidades na quinta-feira para disputar uma vaga de deputado federal pelo Pará. Irmão do governador Helder Barbalho (MDB) e filho do senador Jáder Barbalho (MDB), Jader Filho não deverá ter dificuldades para conquistar uma vaga na Câmara. Entrou em seu lugar o secretário-executivo Antônio Vladimir Lima.Alguns nomes do governo Lula ainda não anunciaram a que cargos irão concorrer. Márcio França (PSB) está deixando o Ministério do Empreendedorismo para assumir uma vaga que tanto pode ser de senador por São Paulo ou de vice-governador de Fernando Haddad. O projeto de França era disputar a vaga de governador, mas ele teria sido convencido pelo presidente Lula a se aliar a Haddad. Assume o ministério o ex-deputado federal Tadeu de Alencar (PSB-SP).Macaé Evaristo (PT-MG) deixou o cargo de ministra dos Direitos Humanos esta semana para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas. Assumiu seu lugar a secretária-executiva Janine Mello dos Santos. Paulo Teixeira (PT-SP) deixou o Ministério do Desenvolvimento Agrário para concorrer a vaga de deputado por São Paulo. Entrou em seu lugar Fernanda Machiaveli, que era secretária-executiva da pasta.Sônia Guajajara (Psol), deixou o Ministério dos Povos Indígenas para concorrer a vaga de deputada federal por São Paulo. Em seu lugar, ficou o secretário executivo, Eloy Terena. Anielle Franco (PT-RJ) deixa o Ministério da Igualdade Racial para concorrer a vaga de deputada federal pelo Rio de Janeiro. Em seu lugar, fica a secretária-executiva Rachel Barros de Oliveira. No Ministério das Cidades, saiu Waldez Góes (PDT) desistiu de uma vaga no Senado e deve se manter à frente do cargo.O post Com troca de até 17 ministros, presidente Lula forma equipe com mais técnicos apareceu primeiro em Vitrine do Cariri.