Banco Central de Cuba autoriza dez empresas de criptomoedas a operar no país após cinco anos

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Cinco anos após estabelecer o primeiro marco regulatório para o setor o Banco Central de Cuba (BCU) finalmente deu o sinal verde para o uso corporativo de criptomoedas.Em uma decisão histórica anunciada na quarta-feira (25), a autoridade monetária autorizou dez empresas cubanas a realizar pagamentos internacionais com a nova tecnologia.O movimento financeiro marca uma verdadeira revolução para a comunidade local da ilha. Isso porque, a novidade cria um divisor de águas na economia do país caribenho que sofre com embargos constantes.Fim da longa espera do mercado de criptomoedas em CubaA medida saiu publicada oficialmente no Diário Oficial na segunda-feira (23), com assinatura de Juana Lilia Delgado Portal, a Ministra Presidenta do BCU.Desde a Resolução de número 215/2021 a nação havia lançado apenas as bases legais iniciais para o mercado.Durante todo esse tempo os empresários aguardaram por uma definição clara. A expectativa do setor produtivo envolvia uma permissão real para a integração direta com o mercado global.Regras rígidas e controle governamental seguem firmesAgora as primeiras licenças operacionais diretas saem do papel com regras bastante rígidas para garantir a segurança institucional.O documento do governo oficializa uma validade inicial de exato um ano para a permissão concedida. Existe a possibilidade de prorrogação futura mediante avaliações técnicas rigorosas.Essa cautela demonstra o interesse do Estado em monitorar de perto os impactos dessa tecnologia nas contas públicas. O governo também quer acompanhar a rotina financeira do setor privado.Uso exclusivo para comércio exteriorAs dez empresas selecionadas só poderão usar as criptomoedas para pagamentos internacionais que tenham um vínculo estrito com o seu escopo comercial registrado.Além disso todas as transações deverão ocorrer exclusivamente por meio de provedores de serviços de criptomoedas regulamentados e com histórico limpo.Essas plataformas precisam possuir licença oficial aprovada pelo próprio Banco Central de Cuba. Essa exigência visa impedir a evasão irregular de divisas para o exterior. A medida garante a circulação do dinheiro por plataformas totalmente auditáveis e seguras.Transparência e relatórios detalhadosAs entidades autorizadas também são obrigadas a apresentar relatórios trimestrais rigorosos ao governo central.Esses dossiês devem conter detalhes minuciosos dos valores movimentados em cada transação financeira. O documento precisa detalhar as moedas específicas adotadas em cada contrato e os intermediários da operação.O cumprimento dessas normas de transparência será fundamental para as corporações. Só assim elas manterão o direito de operar no exterior com o uso dos modernos sistemas de rede blockchain.Veja quem são as empresas pioneiras na adoçãoO seleto grupo pioneiro engloba nove micro e pequenas empresas do setor privado e uma grande organização de capital misto.As corporações beneficiadas atuam em setores considerados absolutamente estratégicos para o abastecimento e a manutenção da ilha.As áreas contempladas vão desde o desenvolvimento de software e soluções tecnológicas até a gastronomia e o transporte logístico.A lista inclui a Ingenius Tecnologias a Dofleini a empresa La Calesa Real a transportadora La Meknica e a marca Cema Soltec.O grupo se completa com a participação ativa do El Asadito da Pasarela Digital da provedora Ara da Dasqom e da empresa mista Produtos Sanitários Prosa. Todas elas agora carregam a enorme responsabilidade de testar a viabilidade das finanças descentralizadas na prática diária.Fuga do bloqueio financeiro tradicionalA habilitação oficial dos pagamentos com criptomoedas traz implicações profundas e muito positivas para a economia cubana como um todo.Em um contexto histórico de severas restrições financeiras e bloqueios comerciais as dificuldades para acessar o sistema bancário global sempre foram crônicas.O uso das redes descentralizadas oferece um respiro fundamental para a manutenção das cadeias de suprimentos locais. A tecnologia assegura a sobrevivência e a expansão sustentável dos pequenos negócios.Futuro digital do comércio cubano começa a se abrir para criptomoedasAs criptomoedas representam hoje uma via extremamente eficiente rápida e livre de intermediários tradicionais para o comércio exterior cubano.Esta aprovação histórica facilita as importações essenciais para os empreendedores da região. O aval do banco central abre um espaço vital para a inovação tecnológica no país.O setor privado da nação ganha uma ferramenta poderosa para expandir os seus limites comerciais. O país ultrapassa as fronteiras físicas e políticas da ilha e conquista o crescimento em um cenário global totalmente descentralizado.  📍 Banco Central de Cuba autoriza a diez empresas para usar criptomonedas en pagos al exterior👇https://t.co/Zyc7GdNt7H pic.twitter.com/o25PIbvab7— Banco Central de Cuba (@BancoCentralCub) March 25, 2026Fonte: Banco Central de Cuba autoriza dez empresas de criptomoedas a operar no país após cinco anosVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.