Renato Trezoitão diz que bitcoin já foi muito mais concentrado: “só Satoshi tem 1 milhão”

Wait 5 sec.

O mercado de criptomoedas frequentemente debate o risco de centralização do Bitcoin nas mãos de grandes corporações e bilionários, mas para o professor e entusiasta Renato  Amoedo Trezoitão, a realidade da rede é exatamente a oposta.Além de defender a atual descentralização do ativo, ele sugere que o passado da criptomoeda era muito mais concentrado do que o cenário atual.Conforme apurado pelo Livecoins, a declaração foi dada em um programa divulgado nesta segunda-feira (23), no canal Rotina do Trezoitão no YouTube.Durante o quadro “Trezoitão Responde”, o escritor do Bitcoin Red Pill leu uma longa carta de um internauta que questionava suas motivações, a venda de cursos e o suposto monopólio corporativo do Bitcoin.Mito da centralização e o “Elefante” SatoshiAo ser questionado se o Bitcoin não estaria caminhando para um “mercado ultra nichado” e sendo deturpado pela alta concentração em poucas empresas, Trezoitão rejeitou a tese imediatamente, convidando o público a olhar para a história da rede.“Não, é o oposto. Em qualquer outra época do Bitcoin, havia muito mais concentração em uma pessoa só. Desde o início, o Satoshi Nakamoto tinha 1 milhão de bitcoins“, cravou.Ele explicou que a mineração contínua e a entrada de novos investidores no mercado diluem o poder das grandes baleias originais a cada minuto.“O Bitcoin é cada vez mais descentralizado em número de nós, em empreendimentos e também em holders. Isso é o oposto do que está acontecendo“.Trezoitão também abordou o acúmulo massivo de bitcoins pela MicroStrategy. Ele destacou que classificar a reserva da empresa como uma “centralização em uma só pessoa” é um erro, visto que a companhia possui milhares de acionistas globais.No entanto, fez um alerta ousado ao prever que os bitcoins de Michael Saylor serão, eventualmente, alvos de desapropriação pelo governo dos Estados Unidos, tornando o executivo um “herói” americano após o Estado assumir o controle do ativo com o pagamento da cotação do dia.Venda de cursos: “Mercantilizando o milagre?”O internauta também questionou se Trezoitão não estaria “mercantilizando o milagre” ao vender cursos sobre a criptomoeda, argumentando que seria melhor para uma pessoa humilde pegar R$ 400 e comprar diretamente em Bitcoin, em vez de gastar em um treinamento de autocustódia.A resposta do influenciador focou na segurança da rede. “Se você comprar R$ 400, R$ 4.000, R$ 40.000 ou R$ 400.000 em Bitcoin sem saber fazer autocustódia, você vai perder tudo“, alertou.Trezoitão defendeu que pagar por educação técnica é adquirir uma habilidade para a vida toda, que inclusive pode ser monetizada prestando serviços a terceiros.“Para quem tem só R$ 400, é bem mais importante ter network, educação real e uma habilidade útil que você vai levar pro resto da vida do que ter R$ 400 de Bitcoin“, afirmou, incentivando seus seguidores a estudarem para vender consultorias e operar P2P.Conforme sua resposta, o brasileiro que recentemente se mudou para o Paraguai indicou que segue confiante na rede descentralizada e que o tempo diminuiu muito a concentração em poucos endereços.Fonte: Renato Trezoitão diz que bitcoin já foi muito mais concentrado: “só Satoshi tem 1 milhão”Veja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.