As ações da Prio (PRIO3) lideram as perdas do Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira (23), em dia de forte apetite ao risco no cenário doméstico. Por volta de 11h50 (horário de Brasília), PRIO3 caía 2,71%, a R$ 66,05. No mesmo horário, o IBOV subia 3,57%, aos 182.510,91 pontos. Na mínima intradia, os papéis da petroleira registraram perdas de 7,13% (R$ 63,05). Acompanhe o Tempo Real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "PRIO3", "PRIO3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "fbed778"} ); O tom negativo é puxado pelos preços do petróleo no mercado internacional, que perderam o suporte de US$ 100 o barril. No mesmo horário, o contrato futuro do Brent para junho, referência para o mercado global caía a 8,16%, a US$ 97,70 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "UKOIL", "UKOIL" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "b0549f2"} ); A commodity reage à trégua dos Estados Unidos nos ataques contra a infraestrutura energética do Irã, após uma breve escalada nas tensões no Oriente Médio no fim de semana.No último sábado (21), o presidente norte-americano, Donald Trump, deu um ultimato ao Irã para a reabertura do total Estreito de Ormuz. Já nesta segunda-feira (23), Trump anunciou uma trégua de cinco dias nos ataques à infraestrutura. Segundo ele, Washington e Teerã tiveram, nos últimos dois dias, conversas “muito boas e produtivas” a respeito de uma resolução completa e total das hostilidades entre as partes no Oriente Médio. Em entrevista à Fox Business Network, o chefe da Casa Branca ainda disse que o “Irã quer muito fazer um acordo e isso pode acontecer dentro de cinco dias ou menos”. Primeira produção de Wahoo Em segundo plano, a Prio informou que o cronograma de poços do campo de Wahoo, no pré-sal da Bacia de Campos, segue conforme previsto para atingir produção de 40 mil barris/dia (bpd) até o final de abril. O primeiro poço de Wahoo, aberto na última quinta-feira (19), atingiu a produção estabilizada em 12 mil bpd, segundo a companhia. Ainda de acordo com a petroleira, o campo foi desenvolvido por meio de um “tieback” submarino de aproximadamente 35 km ao FPSO Valente, otimizando o uso da infraestrutura existente. Na avaliação do Itaú BBA, o primeiro óleo de Wahoo representa um marco importante na estratégia de crescimento da Prio. A equipe liderada por Monique Grecco também destaca que a produção estabilizada de 12 mil bpd do primeiro poço do campo “proporciona uma redução inicial e relevante dos riscos do projeto, especialmente considerando que este poço não deve ser o mais produtivo do campo”. Os analistas também consideram que, embora a produção tenha ficado acima da expectativa do banco de 10 mil bpd por poço, “ainda é cedo” para concluir que o campo irá, de fato, produzir acima de 40 mil bpd quando os quatro poços estiverem conectados até o fim de abril. No início deste mês, a Prio afirmou que a entrada em operação de Wahoo poderia levar a companhia a uma produção de cerca de 200 mil barris por dia (bpd) em 2026, contra 100 mil bpd no ano anterior. O Itaú BBA tem recomendação de compra para PRIO3 com preço-alvo de R$ 51 em dezembro deste ano, o que implica em um potencial de desvalorização de 75,1% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (20).