O agora ex-ministro da Agricultura Carlos Fávaro não deve voltar ao cargo após a exoneração publicada na tarde desta sexta-feira (27), segundo apurou a reportagem. A saída foi antecipada após a convocação para a votação do relatório da CPMI do INSS, prevista para esta sexta.A expectativa inicial era de que ele deixasse a pasta apenas na próxima segunda-feira (30), para disputar novamente uma vaga no Senado por Mato Grosso nas eleições deste ano.Fávaro deixou o cargo de senador no começo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir o Ministério da Agricultura. Com isso, a suplente Margareth Buzetti passou a ocupar a vaga. Leia Mais Marcos Fava Neves, o “DoutorAgro”, retorna à CNN Brasil nesta segunda (30) Inpasa inicia operação em biorrefinaria para etanol de grãos Brasil abre mercado de carne suína para El Salvador Com os desdobramentos da CPMI do INSS, que pode trazer desgaste ao governo, a própria senadora indicou que votaria a favor do relatório. O parecer pode incluir o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, e do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi.Antes que a oposição conquistasse maioria, o governo decidiu agir e levar a base de volta ao Congresso para garantir votos na comissão.Em votações que podem gerar desgaste, é de praxe o governo puxar de volta seus ministros para reforçar a maioria.O prazo para desincompatibilização do cargo é 4 de abril, mas parte dos ministros já começaram a deixar os cargos.No lugar de Fávaro, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, deve assumir o posto.Ainda há expectativa de uma cerimônia no Palácio do Planalto para a transmissão do cargo.