As startups Super Nina, na categoria de Tração, e o Brechó do Carbono, na categoria validação, são as grandes vencedoras dos prêmios disputados na terceira edição do Programa Empreendedoras Tech. O resultado foi anunciado nesta sexta-feira (27), durante o encerramento do evento que reuniu as cerca de 100 participantes da iniciativa para palestras, rodadas de negócios, pitches e outras atividades. A ação, que é fruto de uma parceria entre o Sebrae, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), tem o objetivo de impulsionar negócios de base tecnológica liderados por mulheres.A Super NINA, criada em Recife (PE), é uma startup com foco em segurança urbana e combate à importunação sexual e violência de gênero, especialmente na mobilidade urbana. Atualmente, está presente em três estados brasileiros – Pernambuco, Ceará e Bahia. A plataforma utiliza tecnologia para acolher denúncias e transformar esses dados em políticas públicas. Para a fundadora da empresa, Simony Cesar, o prêmio chancela a missão da empresa de auxiliar no combate à violência. Além disso, a empreendedora ressalta a importância de criar parcerias a partir de programas como este.“São conexões que a gente faz com empreendedores de diversos níveis e diversos lugares do Brasil. É extremamente enriquecedor porque a gente acaba dando match nesses trabalhos e se ajudando mutuamente. E na perspectiva de negócio, valida e nos ajuda ainda mais em outros processos, principalmente quando a gente lida com o governo”, aponta Simony.Negócios em desenvolvimentoA vencedora da categoria validação (voltada para startups que ainda estão testando as soluções que se propõem) foi o Brechó do Carbono. Idealizado pela química Jenny Sayaka Komatsu, a Brechó Carbono é uma startup focada em sustentabilidade. A proposta é retirar do meio ambiente roupas e resíduos texteis em carvão ativo que podem ser destinados à agricultira. O objetivo de reduzir a emissão de carbono na indústria da moda. Durante sua apresentação à banca, a empresária destacou a dimensão do problema: “Durante esses cinco minutos, 300 caminhões de roupas foram descartados”, aponta. Menos de 1% das roupas descartadas voltam a ser usadas como vestimenta. Os dados apresentados são um levantamento do IPCC.A empresária e pesquisadora do setor de química, Jenny Sayaka Komatsu, ressalta que o prêmio será utilizado na startup para aprofundar as pesquisas de impacto. “Esse ano é decisivo para a continuidade do Brechó do Carbono e para escalonar o nosso negócio em 2027. Esse prêmio será utilizado para a contratação de pessoas que validarão o nosso produto. Os recursos para deep techs, como a nossa, são escassos e ter prêmios exclusivos para mulheres nos ajudam bastante a dar continuidade nos nossos negócios”, comentou.Conheça as vencedorasValidação1º – Brechó do Carbono – Jenny Komatsu (R$ 40 mil)2º – VEZZ (Ver-Ti Mobilidade) – Lígia Coelho (R$ 30 mil)3º – Alga Y Nzyme – Thaís Primo (R$ 15 mil)-Tração1º – Super NINA – Simony César Ramos de Moura (R$ 40 mil)2º – Mãe-estar – Aline Pedrazzi (R$ 30 mil)3º – Grupo Ame – Thays Luz (R$ 15 mil)Resultados“O Empreendedoras Tech mostra, na prática, o potencial de mulheres liderando negócios inovadores. As soluções apresentadas têm impacto real e mostram que investir nessas empreendedoras é investir no futuro.Foi lindo de ver a desenvoltura e qualidade das soluções e negócios apresentados no Demoday. Fico muito feliz pela trajetória de todas e tenho certeza de que irão muito longe”, considera Fernanda Zanbom, analista do Sebrae, responsável pela condução do projeto.O Empreendedoras Tech, agora em sua terceira edição, já demonstra resultados concretos. Na segunda edição, 57% das participantes registraram aumento em seus faturamentos mensais ao longo do programa, e 65% formalizaram seus negócios. No total, o conjunto das empreendedoras apoiadas captou mais de R$ 15 milhões em investimentos e financiamentos.Neste ano, foram mais de 1,1 mil inscritas. As cem finalistas que participaram do evento em Brasília contaram com a aceleração do Instituto de Aeronáutica (ITA).