O que pode ‘destravar’ o crescimento das empresas

Wait 5 sec.

Ao longo de dois dias, dezenas de empresários e empreendedores se reuniram em São Paulo para trocar ideias e aprender sobre crescimento empresarial, estratégia, governança, vendas e até gestão de pessoas, durante a terceira edição da imersão Do Zero ao Topo Experience. Fruto de uma parceria entre InfoMoney, XP Educação, XP Empresas e Galapos, o evento tem o foco de auxiliar as empresas a passarem para o próximo nível. Dentro deste contexto, o fio condutor das discussões foi a necessidade de transição para alavancar o crescimento: empresas e líderes precisam evoluir, abandonando o que funcionava para abraçar o que é essencial para o próximo estágio.Os mais de 15 painelistas, entre empreendedores de sucesso e especialistas, falaram sobre as “dores do crescimento”. “A empresa muda de fase e o líder precisa evoluir junto, entendendo quando adaptar sua atuação ou passar o bastão”, afirmou Guilherme Benchimol, um dos mentores desta edição. Uma das lições centrais desta imersão foi que o líder só avança quando deixa de ser insubstituível. “Crescer exige abandonar o que você faz bem e entrar no que nunca fez. O empreendedor só avança quando deixa de ser insubstituível”, diz Bruno Paganin, da Galapos, outro painelista da imersão. Da mesma forma, Tiago Mendonça, CEO do ABC da Construção, reforçou que uma estratégia bem-definida começa com a clareza de onde se está e para onde se vai. Na sequência, em um painel sobre inovação, Daniel Prado, fundador da Turbi, advertiu contra a complacência. Para ele, o diferencial competitivo é temporário, pois a tecnologia acelera a replicação. Leia também: Ele acompanhou um marco na televisão brasileira – e contou como isso foi possívelDurante o evento, também houve a gravação de mais um episódio do podcast Do Zero ao Topo, que contou a história da Ultra Pão: uma empresa que conseguiu ganhar prêmios internacionais de inovação desenvolvendo melhorias para um produto que tem receita milenar: o pão. Cofundada por Rafael Mendes, a empresa mira um faturamento de R$ 800 milhões até 2030.O episódio, que será publicado nas próximas semanas, ofereceu um lembrete pragmático para todos os negócios: antes de buscar diferenciação, é preciso sobreviver. Somente após garantir a viabilidade da empresa é possível focar na melhoria das margens.No segundo dia, foram dissecados os três pilares operacionais para sustentar a estratégia de uma empresa: pessoas, finanças e vendas.No primeiro ponto, painéis que reuniram nomes de peso convergiram em dois pontos principais: 1) Contratar o melhor time possível, pois gente sofisticada resolve mais problemas e constrói mais resultados; e 2) Autonomia sem alinhamento gera desastre. Na frente de finanças, liderada por Vivian Sesto, Head de Ações Comerciais XP Empresas, a mensagem que ficou foi: quanto maior a eficiência interna na gestão das áreas, menor a exposição e dependência de fatores externos incontroláveis e imprevisíveis.Por fim, nos dois painéis que trataram sobre vendas, os especialistas trouxeram conclusões complementares: que o crescimento depende do domínio de múltiplos canais, e que a informação mais importante no CRM é o que está dando errado, pois é aí que reside uma das grandes oportunidades de melhoria. “Essa imersão é só o começo. Queremos que vocês mudem de patamar e cheguem ao topo. Mas sempre lembrando que o topo deve ser reconstruído”, finalizou Fábio Vitola, CEO e cofundador da Galapos. The post O que pode ‘destravar’ o crescimento das empresas appeared first on InfoMoney.