Bitcoin pode despencar até US$ 10 mil

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O risco de uma queda acentuada no preço do bitcoin voltou ao centro das discussões no mercado financeiro. Um relatório da Bloomberg Intelligence indicou que a criptomoeda pode recuar para a faixa dos US$ 10 mil, em um cenário de estouro da bolha no setor. A projeção é do analista sênio de commodities, Mike McGlone, que avalia que o mercado cripto atravessa uma mudança de narrativa após anos de forte valorização. Segundo ele, a combinação de fatores como retirada de liquidez, maior cautela dos investidores e perda de fôlego com as criptomoedas levam a uma queda expressiva, potencialmente de até 85% em relação aos níveis mais altos. O tema foi destaque no quadro “Insights da Semana” do programa Resenha do Dinheiro. Para Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, o cenário de 2026 é visto como pressionado, o que abre espaço para movimentos mais bruscos de queda. Este e outros assuntos da economia serão abordados no programa e na News da Resenha, newsletter para manter os investidores informados e ajudar na tomada de melhores decisões no mercado.“Diante desse ambiente, a recomendação é de cautela. Siga sempre a sua estratégia de compras dentro do seu orçamento e seu gerenciamento de risco, evitando decisões impulsivas em um mercado marcado por forte volatilidade”, aconselha.  Receita amplia fiscalização de criptoativos Manutenção de juros nos EUA liga sinal de alerta para bitcoin Bitcoin cai com incertezas por guerra e volta a ficar abaixo de US$ 70 mil Insights da SemanaAlém do cenário para o bitcoin, outros temas movimentaram a semana no mercado. Thiago Godoy, apresentador da Resenha do Dinheiro, destacou as mudanças na relação entre clientes e bancos com a entrada em vigor de novas regras que ampliam a autonomia do consumidor financeiro. Entre os avanços, está a possibilidade de escolher de forma automática onde receber salário, aposentadoria ou pensão, além da integração de pagamentos entre diferentes instituições. “As medidas também aumentam a transparência, exigindo maior clareza sobre juros, tarifas e custo total do crédito. Ao mesmo tempo, a facilidade no acesso a novos produtos exige mais disciplina do consumidor, já que o risco de endividamento tende a crescer sem planejamento adequadro”, observa Godoy. Já Marilia Fontes observou o movimento da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) no mercado de crédito. A companhia, que vinha enfrentando desafios relacionados ao endividamento e à necessidade de refinanciamento, anunciou a contratação de um empréstimo-ponte de US$1,2 bilhão. A operação deve ajudar a empresa a reorganizar suas obrigações de curto prazo. “Esse empréstimo-ponte traz um alívio para o investidor de crédito privado, especialmente diante das preocupações recentes com empresas mais alavancadas”, conta. Resenha do DinheiroRealizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb; e Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos.O programa vai abordar semanalmente as principais notícias e movimentos da economia com a leveza de uma conversa informal — como uma resenha entre amigos, no boteco ou após o futebol — mas sem perder a análise e o conteúdo.A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.