O presidente Lula confirmou neste sábado (28) que o Brasil manterá o apoio, em conjunto com o México, à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral da ONU. A manifestação do governo brasileiro era esperada após o novo presidente do Chile, o conservador José Antonio Kast, recuar do apoio.Lula afirmou que Bachelet é altamente qualificada e quem tem o melhor curriculo para a função. O petista também relembrou que ele foi duas vezes presidente do Chile e já acupou os cargos de alta comissária da ONu para os direitos humanos e diretora executiva da ONU mulheres.O Brasil continuará a apoiar, em conjunto com o México, a candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral da ONU. Bachelet é altamente qualificada, com o melhor currículo para a função, tendo sido duas vezes presidenta de seu país, Alta Comissária da ONU para os…— Lula (@LulaOficial) March 28, 2026“Ela tem todas as credenciais para ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização”, escreveu. Brasil e México vão patrocinar sozinhos a candidatura da ex-presidente.Ao reagir à decisão do governo de Kast, Bachelet disse que pretendia seguir a postulação de forma independente, com apoio dos governos de Lula e Claudia Sheinbaum.“Continuarei o trabalho conjunto com os governos do Brasil e do México, que postularam meu nome, reafirmando a natureza coletiva deste projeto”, disse a ex-presidente, na terça-feira (24).Um dia depois, a presidente mexicana afirmou no Palácio Nacional que manteria o apoio a Bachelet e que a considera “a pessoa ideal para liderar as Nações Unidas”, porque ela te tem “uma visão para a reconstrução das Nações Unidas como um órgão internacional de resolução de conflitos”.“Continuaremos a apoiá-la. Terei uma conversa com ela em breve. Veremos se o Brasil também mantém esse apoio”, disse Sheinbaum, na quarta-feira (25).Lula buscava criar uma relação próxima e pragmática com Kast, e ainda tenta evitar rusgas. O conservador reclamou do lançamento de Bachelet no fim do governo Gabriel Boric, sem uma discussão prévia com a nova gestão, e pedia uma discussão presencial com Lula e Sheinbaum, como mostrou o Estadão.O petista faltou à posse de Kast depois de o chileno estender convite ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), virtual adversário do petista nas eleições presidenciais. Lula escreveu uma carta a ele convidando o chileno a visitar Brasília.Debate e retiradaA ONU agendou para o dia 20 de abril o primeiro debate, em Nova York, entre os candidatos. Eles disputam para suceder a partir de 2027 o atual secretário-geral, o português António Guterres.A Assembleia Geral da ONU comunicou nesta quinta-feira (26), que o governo de Maldivas retirou o apoio à candidatura da diplomata argentina Virginia Gamba. Com isso, restam, até o momento, quatro candidatos no páreo:Rafael Grossi (indicado pela Argentina)Michelle Bachelet (indicada por Brasil e México)Rebeca Grynspan (indicada pela Costa Rica)Macky Sall (indicado por Burundi)Para integrantes do governo Lula, no entanto, a proliferação de candidatos deve fazer com que novos nomes se apresentem até o fim do primeiro semestre, quando a eleição deve ser definida no Conselho de Segurança da ONU.*Com informações do Estadão Conteúdo