O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou, por unanimidade, nesta terça-feira (24), mudanças relevantes no programa Minha Casa, Minha Vida.As novas regras ampliam o teto de renda em todas as faixas e elevam os limites de financiamento dos imóveis.Em entrevista ao CNN Money, o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, Luiz França, afirmou o programa funciona bem e contribui para reduzir o déficit habitacional no páis. Segundo ele, o reajuste das faixas de renda é essencial para ampliar o acesso à moradia. Leia Mais Durigan: nova medida vai ajudar pequenas empresas acessarem 500 mercados Governo bloqueia R$ 1,6 bilhão do Orçamento 2026 Arrecadação com IOF tem alta de 35,7% e soma R$ 8,6 bilhões em fevereiro “Se você não reajusta a faixa de renda, tira a oportunidade de muitas famílias adquirirem um imóvel. O reajuste das faixas de renda é fundamental para ampliar o número de famílias com acesso à compra de imóveis. Da mesma forma, a atualização dos tetos é necessária para readequar os valores dos imóveis à realidade do mercado”, explicou.O governo estima incluir cerca de 40 mil novas famílias no programa com as mudanças. O impacto financeiro será absorvido pelo Fundo Social, dependendo apenas do aval do Conselho Monetário Nacional.França destacou ainda os resultados recentes do programa: foram quase 680 mil moradias entregues no ano passado, com expectativa de chegar a 800 mil neste ano.Um dos pontos mais relevantes, segundo França, é o impacto no déficit habitacional brasileiro, estimado em 5,8 milhões de moradias, sendo cerca de 90% concentrado na população de baixa renda.“O Brasil ainda precisa de mais 11 milhões de moradias nos próximos anos. Um programa como esse é fundamental”, disse.Outro aspecto importante é que as taxas de juros não variam conforme a Selic, já que os recursos vêm do FGTS.Isso permite condições mais acessíveis, com prestações compatíveis com a renda das famílias. Para os beneficiários de menor renda, há ainda subsídios que podem chegar a R$ 55 mil.França ressalta que o programa vai além do acesso à moradia, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.“Você tira a pessoa de um ambiente inadequado e a leva para uma moradia com mais segurança, acesso a água tratada, esgoto e infraestrutura organizada”, afirmou.Segundo ele, isso também gera impactos positivos na saúde e na educação das famílias beneficiadas.Novos limitesCom a decisão, o limite de renda familiar mensal da faixa 1 passou de R$ 2.850 para R$ 3.200, com juros em torno de 4,5%. Na faixa 2, o teto subiu de R$ 4.700 para R$ 5.000.Na faixa 3, passou de R$ 8.600 para R$ 9.600. Já na faixa 4, voltada à classe média e criada no ano passado, o limite aumentou de R$ 12.000 para R$ 13.000.Os valores máximos dos imóveis também foram reajustados. Na faixa 3, houve alta de 14%, de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Na faixa 4, o aumento foi de 20%, elevando o teto de R$ 500 mil para R$ 600 mil.Segundo o Ministério das Cidades, a medida busca adequar o programa ao reajuste do salário mínimo e facilitar o acesso ao crédito.Com alta no petróleo, governo acende alerta para evitar efeitos no Brasil Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.